Governo de Madri critica trato a dissidentes cubanos na Espanha

Presos cubanos são tratados como imigrantes e estão sem vistos de residência e trabalho

Efe

19 de julho de 2010 | 11h13

MADRI - A presidente da região de Madri, Esperanza Aguirre, qualificou nesta segunda-feira, 19, de "escândalo sem precedentes" que o governo da Espanha "negue" os vistos de trabalho e de residência aos dissidentes cubanos que chegaram à Espanha e que "apenas" lhe foram dado "uma camisa e uma gravata".

 

Aguirre disse que, mesmo que os governos espanhol e cubano tenham concordado em não dar a essas pessoas o status de refugiados políticos e preferem considerá-los imigrantes, o que não pode, em sua opinião, é negar-lhes a permissão de residência e trabalho para que possam viver dignamente na Espanha.

 

"Me parece um escândalo sem precedentes", considerou a presidente regional.

 

Enfatizou que "estes senhores saíram das prisões cubanas com o uniforme de presidiário que carregavam em Cuba e lhes puseram um camisa e uma gravata, apenas", para serem enviados à Espanha.

 

Acrescentou a respeito que o governo da Comunidade de Madri está "completamente focado em ajudar estas vítimas da repressão e da tirania castrista em tudo o que puder fazer" por eles.

 

Até agora são onze os dissidentes cubanos libertados pelo regime de Castro que chegaram à Espanha, junto a alguns de seus familiares, em virtude do acordo alcançado entre o governo da ilha e a Igreja Católica cubana, com a mediação do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.

 

Espera-se que nessa manhã cheguem a Madri outros nove dissidentes, também libertados segundo o compromisso de colocar me liberdade um total de 51 presos políticos do chamado "Grupo dos 75", na prisão desde 2003, em um prazo de quatro meses.

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