Governo diz que não se omite sobre direitos humanos em Cuba

Segundo Marco Aurélio Garcia, morte de Zapata incomoda, mas Brasil tem mesma postura para todos os países

Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S. Paulo,

26 de fevereiro de 2010 | 15h24

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, negou há pouco que o governo Lula tenha uma postura seletiva em relação aos direitos humanos, diante da omissão em Cuba, com a violação de direitos dos dissidentes políticos.

Veja também:

linkCinco dissidentes fazem greve de fome por morte de Zapata

 

Segundo Marco Aurélio, existem problemas de direitos humanos em diversos países e o governo Lula tem postura semelhante para todos os casos, preferindo discutir essas questões com os organismos internacionais.

 

"Isso não significa desconsideração em relação a esse tema, nós buscamos o entendimento. Declarações contra direitos humanos muitas vezes pode piorar a situação", afirmou Marco Aurélio Garcia.

"Uma declaração tonitruante é muito bom para a plateia. Mas para o país pode piorar a situação", disse o assessor, citando como exemplo o Sudão, onde depois das críticas à violação dos direitos humanos no país, o governo tomou atitude radical, expulsando organizações não governamentais e organismos internacionais.

Marco Aurélio disse ainda que a postura do governo Lula é a mesma do governo anterior. Ele admitiu que a morte do dissidente cubano, Orlando Zapata "é uma situação que incomoda". "Preferia que não tivessem dissidentes", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.