Governo do Equador anuncia primeiro morto em manifestações

Segundo informações preliminares, confronto entre manifestantes deixou 51 feridos

Efe,

30 de setembro de 2010 | 19h23

Policiais ajudam colega ferido em manifestações

 

QUITO- O ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal, disse nesta quinta-feira, 30, que um confronto entre um grupo de policiais e alguns militares causou um morto e 51 feridos, segundo informações da Cruz Vermelha, após a categoria ter se rebelado contra o governo.

 

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Em uma coletiva de imprensa junto a outros ministros no Palácio de Carondelet, Carbajal disse que o governo aceita dialogar com os oficiais rebelados se eles depuserem sua atitude.

 

Centenas de partidários do presidente Rafael Correa marcharam até a praça da Independência, no centro de Quito a fim de demonstrar apoio ao presidente.

 

O ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, convocou os partidários de Correa a marcharem ao hospital do quartel para retirá-lo de lá.

 

O povo marchou até o hospital e entrou em confronto com os policiais rebelados. Ao menos uma pessoa ficou ferida com um tiro no braço, segundo a rádio estatal. Os partidários do presidente atiraram pedras nos policiais e foram repreendidos com tiros e bombas de gás.

 

Os oficiais começaram seus protestos devido a uma lei que corta benefícios da categoria. Correa, ao tentar dialogar com os manifestantes, recebeu gases lacrimogêneos e está refugiado em um hospital militar. 

 

Atualizado às 22h44

 

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