Governo do México trabalha em plano de proteção a jornalistas

Semelhante a estratégia colombiana, projeto contempla cartilha de 'práticas ideais' do jornalismo

AP,

22 de setembro de 2010 | 19h40

CIDADE DO MÉXICO- O governo do México anunciou nesta quarta-feira, 22, a organizações internacionais de liberdade de expressão que prepara um plano de proteção para jornalistas no país, que vive um aumento dos ataques à imprensa em um contexto de crescente violência do narcotráfico.

 

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Ao término de um encontro com o presidente Felipe Calderón, representantes da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) disseram à AP que o programa é semelhante a um aplicado na Colômbia e que o governo mexicano espera tê-lo pronto até outubro.

 

"É um plano que vai envolver as autoridades federais e também a sociedade civil, particularmente os próprios jornalistas", disse Gonzalo Marroquín, vice-presidente da SIP.

 

A Presidência confirmou em um comunicado que trabalha em um projeto que contempla medidas como um sistema de alerta e um pacote de "práticas ideais" do exercício jornalístico.

 

O encontro de Calderón e alguns de seus funcionários com entidades de liberdade de expressão acontece uma semana após o assassinato do fotógrafo Luis Carlos Santiago, do El Diário de Ciudad Juárez, o que levou o jornal a publicar um editorial no qual pede uma trégua aos grupos do narcotráfico.

 

Segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos, o homicídio de Santiago elevou a 65 a cifra de jornalistas mortos no país desde o ano 2000, o que levou a ONU e a OEA a considerarem o México como o país mais perigoso para exercer o jornalismo nas Américas.

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