Governo do Peru pede orçamento maior contra narcoterrorismo

Para Conselho de Ministros, forças precisam de "recursos, armamento e legislação que não iniba" sua ação

Efe,

20 de novembro de 2007 | 03h38

O presidente do Conselho de Ministros do Peru, Jorge del Castillo, pediu nesta segunda-feira, 19, ao Congresso de seu país que aumente os recursos destinados às Forças Armadas e à polícia para a luta contra a aliança entre o narcotráfico e os terroristas. Castillo explicou, durante uma apresentação no Legislativo, que as forças de segurança precisam de "recursos, armamento e uma legislação que não iniba" a sua ação. Na audiência, o primeiro-ministro explicou os recentes ataques de supostos remanescentes do Sendero Luminoso aliados a quadrilhas do narcotráfico. Ele disse que ao tomar posse, em julho do ano passado, descobriu uma drástica redução dos militares e policiais na floresta peruana. E pediu para o Congresso rever o fim do serviço militar obrigatório. Na sua opinião, "hoje em dia os jovens em áreas onde há narcotráfico evidentemente se engajam a qualquer coisa, menos às Forças Armadas". Castillo explicou a política de luta contra o terrorismo e o narcotráfico em uma sessão secreta, por se tratar de um tema de segurança nacional. Quatro policiais morreram em uma emboscada com dinamite armada por supostos narcoterroristas na região de Huancavelica, no dia 13 de novembro. Duas semanas antes, outro policial morreu quando um grupo armado atacou a delegacia de Ocobamba, na região de Apurímac, aparentemente em represália contra a apreensão de drogas. Políticos da oposição e analistas questionaram a política antiterrorista e de luta contra o narcotráfico. Há suspeitas de que os autores dos ataques sejam traficantes que utilizam remanescentes do Sendero Luminoso (SL) como pistoleiros. O governo afirma que os atentados são uma "reação" às operações contra o narcotráfico no Vale do Rio Apurímac. A região, uma das maiores com cultivo de coca, é o último reduto dos remanescentes do Sendero Luminoso, derrotado política e militarmente em 1992 com a captura de seus principais líderes, segundo o governo.

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