Governo do Peru pede que opositor venezuelano não faça política

O governo do Peru pediu nesta quarta-feira que o venezuelano Manuel Rosales, que solicitou asilo no Peru, não use o país como uma "plataforma política", pouco depois de o líder oposicionista ter insultado o presidente Hugo Chávez em uma mensagem na televisão transmitida desde Lima.

REUTERS

22 de abril de 2009 | 17h04

O chanceler peruano, José Antonio García Belaunde, disse ainda que o governo do país espera que em "um par de semanas possamos dar a resposta" ao pedido de asilo de Rosales.

Rosales, que enfrentou Chávez nas eleições presidenciais de 2006, enfrenta acusação de corrupção na Venezuela e denunciou o assédio de órgãos de segurança do país por se opor ao governo.

Em um discurso transmitido ao vivo por uma rede de televisão venezuelana, Rosales chamou Chávez de "covarde", "golpista", "ditadorzinho" e "violador da Constituição".

"Quero, como chanceler do Peru, dizer ao senhor Manuel Rosales... que o Peru não pode ser usado como plataforma política por nenhum estrangeiro, porque isto então violaria a natureza do refúgio ou asilo político que se possa conceder", disse Belaunde, a jornalistas.

"Esperamos portanto que a conduta do senhor Rosales, enquanto se desenvolve o processo, se ajuste às normas que correspondem a uma pessoa que solicitou asilo político", acrescentou.

Rosales chegou ao Peru na semana passada e apresentou na terça-feira seu pedido de asilo, enquanto uma corte venezuelana exigiu nesta quarta-feira sua prisão e solicitou sua ordem de captura internacional.

(Por Teresa Céspedes)

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