Governo e oposição da Bolívia esperam assinar acordo na quinta

Opositores querem um primeiro texto 'com tudo o que já foi conversado'; ministro de Evo se diz esperançoso

Efe,

24 de setembro de 2008 | 19h45

O governo e a oposição autonomista da Bolívia esperam assinar na quinta-feira, 25, em Cochabamba, seu primeiro acordo no marco do processo de diálogo que busca a paz no país, disseram nesta quarta fontes de ambas as partes. Em entrevista à televisão estatal, o vice-ministro de Descentralização, Fabián Yaksic, se mostrou esperançoso de que na reunião de quinta "se alcance finalmente a assinatura de um primeiro acordo que marcará a rota crítica" do resto das negociações.   No mesmo sentido, o governador do Departamento (Estado) de Santa Cruz, Rubén Costas, disse que os opositores estão "fazendo um esforço de responsabilidade para que se alcance de uma vez por todas a pacificação no país". Para Costas, os governadores opositores querem "um primeiro acordo com tudo o que já foi conversado."   Veja também: Comissão investigará 'massacre em Pando', diz Evo Morales Oposição boliviana só apoiará referendo se Carta for mudada Apesar de trégua, situação continua tensa na Bolívia Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Imagens das manifestações     Tanto Yaksic quanto Costas, além dos governadores regionais, se encontrarão na quinta com o presidente boliviano, Evo Morales. O vice-ministro Yaksic comentou que espera que as duas comissões técnicas que continuam trabalhando terminem nesta quarta o relatório a ser apresentado na reunião de quinta, prevista para começar às 10h (11h, Brasília).   Para Yaksic, o objetivo das negociações é que antes de 15 de outubro estejam dadas "as melhores condições possíveis para que finalmente o Congresso aprove a lei de convocação" dos referendos para validar o projeto de Constituição proposto pelo governo.   O Executivo e os opositores, com o acompanhamento da comunidade internacional, negociam a repartição das receitas por hidrocarbonetos entre o Estado e os departamentos, a articulação de um modelo de descentralização autônoma e o projeto de nova Constituição impulsionado por Evo.   O diálogo começou na última quinta-feira para pacificar o país depois dos violentos confrontos entre opositores e governistas em quatro das cinco regiões governadas por opositores a Evo e que deixaram ao menos 17 mortos no Departamento de Pando.

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