Governo Evo pede que Brasil expulse bolivianos refugiados

Após conflitos, dezenas fugiram para cidades fronteiriças do Acre; ministro acusa-os de participar de 'massacre'

Efe,

19 de setembro de 2008 | 15h36

O governo da Bolívia, liderado pelo presidente Evo Morales, pediu nesta sexta-feira, 19, ao Brasil que expulse os cidadãos bolivianos envolvidos nos confrontos ocorridos em Pando e que se refugiaram nas cidades fronteiriças do Acre. Depois dos violentos distúrbios que, segundo dados oficiais, deixaram pelo menos 17 mortos e mais de 100 desaparecidos, dezenas de pessoas se refugiaram nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, no Acre. Veja também:Lula nega asilo a governador opositor bolivianoEvo propõe autonomia em troca de referendo constitucionalBolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analistaBolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações   O ministro de Governo (Interior) boliviano, Alfredo Rada, disse à rádio Red Erbol que entrou em contato com as autoridades brasileiras para pedir a expulsão "de gente considerada criminosa e que participou de forma direta no massacre em 11 de setembro." "Entramos em contato com autoridades brasileiras para indicar que (os bolivianos em questão) são delinqüentes sobre os quais há acusações muito graves e, portanto, não corresponderia dar-lhes asilo. Em todo caso, uma vez identificados, é preciso proceder a expulsão do Brasil à Bolívia", anunciou o ministro. Rada informou que o governo está trabalhando para conseguir a expulsão dos refugiados, e disse ter informação de que a presidente do Comitê Cívico de Pando, Ana Melena de Suzuki, está refugiada no Brasil, apesar de não estar confirmado que tenha pedido asilo político. Segundo a Red Erbol, que cita organizações sociais de Pando, o governo brasileiro negou nos últimos dias um pedido de asilo político do governador de Pando, Leopoldo Fernández.

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