Governo exorta líder das Farc a se entregar após morte de 'nº 2' da guerrilha

Ministério de Defesa colombiano diz garantir a vida e um tratamento justo ao guerrilheiro Alfonso Cano

estadão.com.br,

23 de setembro de 2010 | 17h40

BOGOTÁ- O ministro de Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera, exortou nesta quinta-feira, 23, o líder das Farc,Alfonso Cano, a se entregar, após anunciar a morte do chefe militar de seu grupo, Jorge Briceño, conhecido como "Mono Jojoy". As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"Alfonso Cano, entregue-se. Garantimos a você sua vida e um tratamento justo de nossa ordem jurídica", disse o ministro em coletiva de imprensa.

 

"Essa atitude não tem sentido. O chamado é para que se desmobilizem, para que se entreguem", acrescentou Rivera, dirigindo-se aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

 

Mono Jojoy, de 57 anos, era chefe militar da guerrilha. O guerrilheiro foi morto na operação 'Boas-vindas' do Exército, executada no departamento de Meta, no sudoeste do país. Outros 20 homens suspeitos de pertencerem à guerrilha também foram mortos.

 

Jojoy era líder da "linha dura" da organização. Seu irmão, German Briceño, conhecido como Grannobles, também pertence à guerrilha, mas opera no nordeste do país.

 

As Farc já estão na luta armada há 46 anos, e atualmente podem contar com cerca de 8.000 combatentes, segundo o Ministério de Defesa, enquanto o ELN teria outros 2.500 guerrilheiros.

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