Governo golpista de Honduras vê eleição como saída para crise

'Adiantar eleições é uma proposta que não é descabida', afirma presidente de facto do país, Roberto Micheletti

Reuters

13 de julho de 2009 | 07h30

O governo golpista de Honduras aponta as próximas eleições como uma saída para o conflito político do país e uma forma de escapar da condenação internacional pelo golpe de Estado.

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O governo abriu a porta a uma anistia para o presidente deposto Manuel Zelaya, mas ele insiste que retornará como presidente do país centro-americano.

O governo golpista acusa Zelaya de traição da pátria, abuso de poder e corrupção após o presidente deposto propor modificar a Constituição para abrir a possibilidade de reeleição.

"Acredito que adiantar as eleições é uma proposta que ... não é descabida. Poderia ser uma solução para este problema", disse no domingo à Reuters o presidente de facto, Roberto Micheletti.

Toque de recolher

 O governo de facto de Honduras suspendeu o toque de recolher noturno, que estava em vigor desde que o presidente eleito, Manuel Zelaya, foi retirado do poder, há duas semanas. Segundo a BBC, em um pronunciamento na televisão, o governo de Roberto Micheletti disse que a medida "atingiu seu objetivo" de sufocar os protestos da oposição. "O governo conseguiu não só reduzir o crime em todo país, como também restaurar a calma para o povo de Honduras."

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