Governo haitiano confirma 120 mil mortes

Governo acredita que número ainda deverá crescer em "dezenas de milhares"

EFE e Reuters,

23 de janeiro de 2010 | 11h54

Autoridades haitianas resgataram cerca de 120.000 corpos de pessoas mortas no trágico terremoto do dia 12 de janeiro, mas a número pode ser ainda mais alto, disse no sábado uma integrante do governo do Haiti.

"Há cerca de 120.000 corpos que recuperamos, sem contar aqueles encontrados por familiares", disse a ministra da Cultura e Comunicação do país, Marie-Laurence Jocelyn Lassegue. "Agora estamos em processo de ir até as funerárias para contar e isso pode somar mais dezenas de milhares (de mortos)", acrescentou.

 

Último balanço do Ministério do Interior haitiano, citado pela local Rádio Metrópole apontava que já havia sido recuperados 111.499 cadáveres. Além dos mortos, há 193.891 feridos e 610.000 pessoas que se encontram provisoriamente em 500 acampamentos improvisados em todo o país.

 

O primeiro-ministro haitiano, Jean Max Bellerive, previu há apenas quatro dias que o número total de mortos iria "muito além dos 100 mil", o que ainda é possível, porque continuam aparecendo cadáveres nas lentas operações de remoção de escombros por todo o país.

 

Quanto aos desabrigados, o Governo tem planos de realojá-los em novos acampamentos que nem sequer estão construídos, e o fato de que haja 500 acampamentos provisórios dificulta muito a distribuição de ajuda, como ficou evidente durante toda a semana.

 

Algumas vezes, um acampamento abriga dezenas de milhares de pessoas, outras, são apenas centenas ou inclusive dezenas, já que praticamente todos os espaços abertos do país (praças, pátios e jardins e até avenidas) foram ocupados pelos que ficaram sem casa.

 

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

 

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

 

Atualizdo às 18h22 para acréscimo de informações
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