Governo Morales acusa a oposição espanhola de complô na Bolívia

Segundo ministro da Presidência, Espanha conspira junto com regiões que reivindicam mais autonomia

Efe,

14 de novembro de 2007 | 02h04

O governo da Bolívia acusará o Partido Popular, o maior da oposição espanhola, de conspirar contra o presidente Evo Morales junto com regiões do país que reivindicam mais autonomia, anunciou o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, em uma reunião com camponeses. A afirmação foi feita na segunda-feira e divulgada nesta terça, em uma gravação fornecida por um funcionário do departamento de Tarija, no sul do país. Quintana afirmou que "há evidências" de que "está em andamento uma confabulação" das oposições dos dois países. "Nos próximos dias vamos denunciar o complô internacional contra o governo. O Partido Popular do ex-chefe de governo José María Aznar, que controla 54% do Parlamento espanhol e mais de 60% dos municípios da Espanha, está financiando os departamentos que ganharam com o 'sim' no plebiscito sobre autonomias regionais", acusou. "Há evidências. Isso já está claro e vamos mostrar com números", acrescentou o ministro. Segundo Quintana, o projeto político do governo está "dando muitas dores de cabeça a um modelo neoliberal globalizado". "Esta força histórica que estamos construindo está abatendo a cabeça e o coração de um modelo econômico que está destruindo a humanidade. Por isso nosso governo tem tanta importância", argumentou. Os governadores de Tarija, Mario Cossio, e de Santa Cruz, Rubén Costas, líderes de regiões autonomistas e chefes da oposição a Morales, visitaram a Espanha há algumas semanas.

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