Governo punirá quem aumentar preços em excesso no Chile

Situação caótica provocada pelo terremoto do último dia 27 fez com que valor de bens básicos disparasse

estadao.com.br,

09 de março de 2010 | 08h36

As autoridades chilenas alertaram nesta terça-feira, 9, que "todo o rigor da lei" será aplicado a quem aumentar de maneira excessiva os preços dos bens de primeira necessidade nas zonas mais atingidas pelo terremoto de magnitude 8,8 do final de fevereiro, de acordo com o jornal La Nación.

 

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A porta-voz do governo, Pilar Armanet, disse que "há algumas pessoas que, aproveitando-se da gravíssima situação que é vivida, aumentaram os preços de forma desmedida, ocasionando um grave prejuízo à população". Diante dessa situação, a secretária de Estado anunciou que os autores de tais medidas estão cometendo delitos e deverão "enfrentar a justiça".

 

Pilar pediu para que a população denuncie feitos desse tipo nos gabinetes do Serviço Nacional do Consumidor (Sernac) ou diretamente ao Ministério Público. Segundo a Promotoria Nacional, ao menos na região de Bio Bio já foram denunciadas pessoas que aumentaram os preços excessivamente,

 

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Os promotores também reportaram casos de denúncias de saques e pilhagem na Oitava e na Sétima regiões, onde os tribunais decretaram prisão preventiva por conta das circunstâncias em que se encontram essas áreas.

 

As autoridades das áreas mais afetadas apelaram para as leis oficiais - que Sabas Chahuán, chefe do Ministério Público, instruiu a serem aplicadas na semana passada - por conta da situação caótica vivida após o terremoto.

 

Normalização

 

Segundo o diário chileno El Mercúrio, a cidade de Concepción, uma das mais afetadas pelo tremor, viveu seu dia mais tranquilo desde o dia 27, quando ocorreu o terremoto. Os serviços de bancos, farmácias, transportes e o comércio estão se normalizando, embora ainda haja filas bastante longas. O toque de recolher decretado pelo governo também foi diminuído para das 21 horas às 6 horas (mesmo horário de Brasília).

 

Ainda segundo o El Mercúrio, 70% dos serviços básicos da região de Maule já se normalizaram. As escola também estão voltando à rotina, mas a jornada escolar pode durar até três vezes mais que o normal.

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