Governo venezuelano denuncia plano para matar vice e chefe da Assembleia

O governo venezuelano denunciou nesta quarta-feira um plano para assassinar o vice-presidente, Nicolás Maduro, e o chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, dois dos homens fortes do presidente Hugo Chávez, que está há mais de um mês em Cuba se recuperando de uma cirurgia contra um câncer.

Reuters

23 de janeiro de 2013 | 19h01

Sem apresentar provas concretas, Maduro, designado por Chávez como seu eventual herdeiro político, disse que criminosos se infiltraram no país para cometer o atentado.

O vice-presidente garantiu que nas próximas horas e dias ações serão tomadas, sem revelar mais detalhes.

"Hoje queremos fazer uma denúncia importante, nós já levamos algumas semanas seguindo grupos que se infiltraram no país e têm o objetivo de atentar contra a vida do companheiro Diosdado Cabello e contra minha vida", disse durante evento para milhares de seguidores.

"Por isso é que eles disseram que nós estamos brigando, porque a jogada macabra e criminosa é tratar de atentar, coisa que não conseguiram... contra a vida de qualquer um de nós, e depois tentar jogar a culpa em um ou em outro do que estão planejando fazer", disse.

O próprio Chávez denunciou durante seus 14 anos de mandato supostos complôs para matá-lo.

A oposição exige conhecer o estado de saúde de Chávez, que não é visto nem ouvido em público desde 10 de dezembro. O governo garante que ele está se recuperando.

(Reportagem de Mariana Párraga, Deisy Buitrago e Mario Naranjo)

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