Greve de fome do presidente da Bolívia entra no segundo dia

Presidente pressiona para que o Congresso aprove nova lei eleitoral para pleito previsto para abril de 2010

Agências internacionais,

10 de abril de 2009 | 12h32

Foto/ AP

LA PAZ- O presidente da Bolívia, Evo Morales, entrou no segundo dia de greve de fome pela aprovação de uma nova lei eleitoral para as eleições deste ano. Ele pediu que representantes de movimentos sociais que o acompanham no protesto deixem o jejum.

"Vou manter o jejum. É um pedido clamoroso do povo", disse o presidente a jornalistas.

O Senado da Bolívia, liderado pela oposição, não aprovou uma lei para determinar a data para as eleições, que foram ordenadas por uma reforma constitucional apoiada por Evo e aprovada pelos eleitores em janeiro.

Segundo a nova Constituição, o Congresso deveria promulgar a lei sobre as eleições até ontem. Evo, que assumiu o cargo em 2006, sugeriu que os líderes da oposição estão tentando bloquear as planejadas eleições de dezembro usando táticas de atraso.

Catorze líderes de grupos trabalhistas e sociais disseram que estão se unindo ao presidente na greve de fome. Não foi informado quão rigorosa será a greve de fome, mas tais protestos na Bolívia geralmente envolvem beber água e mascar folhas de coca.

A exigência da oposição de que haja uma padronização geral dos eleitores antes de dezembro é tida nos meios políticos como o principal obstáculo a um acordo no Congresso. As autoridades eleitorais dizem que é impossível completar esta tarefa antes de um ano.

Evo Morales denunciou novamente que a oposição busca na realidade impedir as eleições gerais de dezembro e as eleições regionais previstas para abril de 2010. "Ao pedir um novo padrão (de eleitores) é simplesmente decidir que não haja eleições nacionais (...), por isso este esforço (greve de fome) dos dirigentes do campo e da cidade, um esforço da autoridade principal, tudo pela defesa do voto sagrado do povo", acrescentou.

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