Grupo argentino se diz surpreso com estatizações na Venezuela

Cinco empresas siderúrgicas da Techint foram nacionalizadas por Chávez; 'não há nada a discutir', diz presidente

Efe,

22 de maio de 2009 | 18h10

O grupo argentino Techint se disse "surpreso" com a "insólita" decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar empresas de produtos siderúrgicos nas quais tem participação, disse nesta sexta-feira, 22, Luis Betnaza, diretor de Assuntos Públicos e Relações Institucionais da entidade. "Estamos absolutamente surpresos. Já tínhamos tido a experiência da nacionalização da Sidor e parecia que esse era o último evento desse tipo na Venezuela", ressaltou Betnaza, ao indicar que o grupo Techint se inteirou do assunto pela imprensa.

 

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Chávez anunciou na quinta-feira a nacionalização de cinco empresas do setor siderúrgico, entre elas a Tavsa e a Matesi, nas quais o Techint tem maioria, e o Complexo Siderúrgico Guiana, na qual o grupo é acionista minoritário. "Não há nada a discutir. Estamos trabalhando nisso há muito tempo", disse Chávez, em entrevista transmitida pela televisão.

 

Betnaza reforçou que "já são cinco" as empresas do grupo Techint que terminam nacionalizadas na Venezuela, incluindo a Sidor (Siderúrgica do Orinoco), pela que o grupo receberá US$ 1,97 bilhão mediante um plano de pagamentos pactuado este mês.

 

"É um fato absolutamente insólito, principalmente no contexto" da "enorme hospitalidade" que Chávez recebeu em suas visitas à Argentina, a última delas na semana passada, especificou o diretor em declarações a uma rádio de Buenos Aires.

 

Recentemente, o governo de Chávez expropriou 39 prestadoras de serviço para o setor petroleiro, algumas delas subsidiárias de companhias estrangeiras, após a aprovação de uma lei estendendo o controle estatal sobre todas as atividades relacionadas ao setor.

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