Grupo denuncia uso de mina terrestre por guerrilha na Colômbia

Os rebeldes colombianos estão plantandonúmeros cada vez maiores de minas terrestres em áreas rurais, ecrianças e agricultores estão sendo mortos ou mutilados, disseo grupo Human Rights Watch na quarta-feira. O número de vítimas civis das bombas terrestres na Colômbiasubiu de 66 mortos, em 2000, para 314 em 2006, segundo aentidade, que tem sede em Nova York. O número total deincidentes no ano passado foi de 1.107. O relatório do grupo baseou-se em entrevistas com vítimas enúmeros do governo. Segundo o levantamento, as Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) estão aumentando o uso dessetipo de armamento. "O uso frequente pelos ''guerrilheiros'' de minas terrestresantipessoais, improvisadas com materiais baratos e disponíveis,deixa centenas de civis mutilados, cegos, surdos ou mortos todoano", afirmou o documento. Das vítimas do ano passado, 66 eramcrianças. O governo colombiano afirma que o país teve o maior númerode vítimas de minas terrestres no mundo em 2005 e 2006. Muitasvítimas não registram os incidentes, o que dificulta atotalização.As Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN) usam as minaspara manter os soldados e a polícia longe dos acampamentos queusam como cativeiro para reféns, das plantações de coca e deoutras posições estratégicas. A Human Rights Watch pediu às duas guerrilhas que parem deusar armas indiscriminadas como minas terrestres e bombascaseiras feitas com cilindros de gás, que são disparadas comomísseis, mas que não permitem uma pontaria precisa. "Jurídica emoralmente, não há desculpa que justifique o uso dessas armasindiscriminadas e brutais", disse José Miguel Vivanco, diretorpara as Américas da Human Rights Watch. Ao governo, a entidade pediu mais assistência para asvítimas das minas. A Colômbia ratificou em setembro de 2000 aConvenção de Ottawa, que proíbe o uso, o armazenamento, aprodução e a transferência de minas antipessoais, e quedetermina sua erradicação.

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