Grupo do exílio cubano denuncia grave estado de saúde de dois presos políticos

Segundo organização, prisioneiros em greve de fome não estão recebendo cuidados médicos na prisão

Efe,

24 Maio 2010 | 20h26

MIAMI- Um grupo de exilados cubanos nos Estados Unidos alertou nesta segunda-feira, 24, sobre a grave situação de dois presos políticos em Cuba e pediu à comunidade internacional e a organizações de direitos humanos que intercedam a favor dos dissidentes.

 

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A secretária nacional adjunta do Diretório Democrático Cubano (DDC), Janisset Rivero, disse em uma coletiva de imprensa que Egberto Escobedo Morales e Juan Ramón Rivero de Espaigne estão seriamente deteriorados com a greve de fome feita por ambos.

 

Escobedo Morales, detido na prisão Cerâmica Roja, em Camagüey, "está vomitando e perdendo sangue por via intestinal", segundo Janisset. Ele cumpre hoje 39 dias de greve de fome em protesto pelas condições "subumanas em cárceres castristas" e a atenção médica que exige seu estado de saúde é negada, segundo a ativista.

 

O DDC também advogou a favor de Rivero de Espaigne, que começou sua greve de fome em 4 de maio e foi "brutalmente agredido por agentes da polícia política e seus carcereiros em 14 de maio", de acordo com Janisset.

 

"Foi ofendido, golpeado e imobilizado no chão por vários guardas. Rivero de Espaigne continua em greve de fome, está urinando sangue, sem atenção médica, muito magro e submetido a maus tratos", segundo afirmou o também prisioneiro Ferrer García em uma denúncia entregue a DDC.

 

A denúncia sobre o estado de saúde dos dois dissidentes foi divulgada em um momento no qual a Igreja e a oposição estão na expectativa de que o governo de Raúl Castro adotará medidas sobre a situação dos presos políticos.

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