Grupos protestam na Argentina um ano após sumiço de ativista

Militante contrário à ditadura desapareceu durante o julgamento de ex-chefe de Polícia do regime militar

Associated Press

18 de setembro de 2007 | 20h14

Grupos de direitos humanos e políticos se reuniram, nesta terça-feira, 18, em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, para protestar contra a falta de informações sobre o desaparecimento de Jorge Júlio López, 77. Ele sumiu há um ano quando se dirigia à Justiça Federal para assistir ao julgamento do ex-chefe de Polícia Miguel Etchecolatz, acusado de graves delitos. López era militante peronista e já havia sido seqüestrado em dezembro de 1976, quando foi submetido a humilhações e agressões em presença de Etchecolatz. O ministro do Interior, Aníbal Fernández, declarou que a Justiça e as Forças de Segurança não ficaram quietas um instante na busca por López. Quando perguntado sobre as versões que apontam ex-policiais como responsáveis pelo desaparecimento, Fernández respondeu: "não se pode dizer nada. Quando este senhor estiver em casa com sua família, me comprometo a contar tudo". Um dia após o desaparecimento de López, 19 de setembro de 2006, o Tribunal Federal de La Plata condenou Miguel Etchecolatz à prisão perpétua. Ele foi considerado responsável por detenções ilegais, agressões e assassinatos de perseguidos políticos durante a ditadura militar (1976-1985). Organismos humanitários temem que o seqüestro de López, ocorrido há um ano, tenha sido uma forma de intimidar futuros testemunhos. As autoridades prometeram maior rigor com o sistema de proteção a testemunhas.

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