Rayner Peña / EFE
Rayner Peña / EFE

Guaidó chama de invenção as acusações de plano de assassinato contra Maduro

No sábado, Maduro acusou o líder da oposição de forjar um plano homicida

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 22h47

Caracas - O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó disse neste domingo, 24, que vai aumentar a pressão nas ruas contra o governo de Nicolás Maduro, sem se deixar "distrair" por invenções, depois que Maduro o acusou de ter comandado um plano para assassiná-lo. 

"Não vão nos distrair com invenções. Os nossos aliados falaram claramente: 'não paremos'", disse Guaidó, chefe do Parlamento local e reconhecido como presidente da Venezuela por mais de 50 países.

No sábado, Maduro acusou o dirigente do legislativo, que ele chama de fantoche dos Estados Unidos, de ter planejado um complô homicida. "Acabamos de desmantelar um plano do fantoche diabólico, que era dirigido pessoalmente por ele (Guaidó), para me matar", disse o governante socialista, durante uma marcha do chavismo em Caracas. 

O governo denunciou que o partido político de Guaidó, Vontade Popular, colocou em marcha uma operação para que "sicários", que seriam contratados em El Salvador, Guatemala e Honduras e treinados na Colômbia, cometessem "assassinatos seletivos" e "sabotagens" em serviços públicos na Venezuela.

Apontado como "organizador", Roberto Marrero, chefe de gabinete de Guaidó, foi preso na semana passada por agentes de inteligência venezuelana.

Em uma mensagem postada no seu perfil do Instagram neste domingo, Guaidó avisou a seus partidários para que se preparem para a "fase máxima de pressão" em seu duelo com Maduro.

Há alguns dias, o opositor promete que vai convocar "em breve" uma manifestação nacional até o Palácio Presidencial de Miraflores. /AFP

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