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Guerra das drogas no México chega à fronteira com os EUA

As ousadas quadrilhasmexicanas estão ampliando sua disputa pelo controle do tráficoe sua luta contra o Exército, o que levou à abertura de umanova frente de batalha na fronteira com os EUA, perto do Texas. Só neste ano, 720 pessoas já morreram, um recorde. Em 2007,o presidente Felipe Calderón iniciou uma grande operaçãomilitar contra os cartéis de traficantes. O aumento daviolência é especialmente expressivo na decadente CiudadJuarez, fronteira com a texana El Paso. Cerca de 200 pessoas foram mortas ali por causa do tráficoneste ano, um aumento de dez vezes em relação a 2007. Há casosde pessoas assassinadas em avenidas movimentadas, ouestranguladas depois de sofrerem torturas. No fim de semana daPáscoa, houve 22 homicídios. A polícia diz que Joaquín "El Chapo" Guzmán, homem maisprocurado do México e chefe de um cartel de Sinaloa (litoral doPacífico), assumiu o controle das rotas de contrabando quelevam a Ciudad Juarez, confrontando o dominante cartel local.Além disso, o Exército tem uma presença menor ali do que emoutras cidades. O Cartel de Juarez, enfraquecido pela morte, em 1997, deseu líder Amado Carrillo Fuentes, também está sendo atacadopelo Cartel do Golfo, oriundo do centro do país -- que por suavez foi alvo de uma ofensiva militar em sua região de origem eagora busca refúgios com menos soldados. "Quando os militares pressionam pesado numa área, aviolência e a disputa pelas rotas se movem para outra, paraCiudad Juarez", disse Fred Burton, especialista em narcotráficoda consultoria norte-americana de inteligência Stratfor. "Os especialistas mexicanos em inteligência militar epolicial não conseguem cobrir todos os pontos críticos da drogao tempo todo," afirmou. Calderón enviou cerca de 25 mil soldados e policiaisfederais para combater os cartéis desde que tomou posse, emdezembro de 2006. As guerras entre traficantes mataram mais de2.500 pessoas no México em 2007. A prioridade de Calderón é enfraquecer o Cartel do Golfo econtrolar o conflito entre Guzmán e o cartel da famíliaArellano Félix, no Estado da Baixa Califórnia, no extremonoroeste do país.

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