Quarentin Agency/Reuters
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Guerra do Tráfico executa mais doze no México

Mortes podem estar ligadas à prisão de um poderoso traficante, na semana passada

Efe

14 de julho de 2009 | 02h21

Os corpos de 11 homens e uma mulher, aparentemente assassinados a tiros, foram encontrados no início da manhã desta terça-feira, 14 (hora de Brasília), em uma estrada do estado mexicano de Michoacán, no oeste do país. A região é amplamente afetada pela violência do crime organizado.

 

Os corpos estavam empilhados, com as mãos amarradas nas costas e com marcas de tiros na nuca. A polícia atribui as mortes à guerra entre gangues rivais pelo controle do tráfico de drogas, mas ainda não se sabe se as execuções têm relação com a detenção de Arnoldo Rueda, um dos principais membros do cartel La Familia Michoacana, o principal grupo organizado de criminosos daquele Estado. Ele foi capturado no sábado, 11, pela polícia federal mexicana.

 

Na noite da última segunda-feira, grupos de homens atiram duas vezes em poucas horas, contra um hotel em Lázaro Cárdenas, em Michoacán, onde se hospedam policiais federais. Pelo menos dois agentes ficaram feridos.

 

A captura de Rueda foi respondida por integrantes do cartel com ataques a instalações policiais no sábado e no domingo nos estados de Michoacán, Guanajuato (centro) e Guerrero (sul), em ações que deixaram três policiais mortos e 18 feridos.

 

O estado de Michoacán possui cultivos de maconha e papoula. Com litoral voltado para o Oceano Pacífico, a região também serve para a recepção de cocaína e de matéria-prima para a produção de drogas sintéticas, que depois são enviadas pelo mar rumo aos Estados Unidos.

 

Envolvimento

 

Também no início da noite desta terça-feira, pelo horário brasileiro, policiais militares e agentes federais mexicanos cumpriram mandados de prisão e detiveram dez policiais municipais da cidade de San Pedro Garza García, próxima a Monterrey, depois de que seus nomes foram encontradas em uma agenda que pertencia a um traficante recentemente preso.

 

Pedro Omar Ibarra Lozano, conhecido por "El 34", é o principal operador do chamado cartel dos Beltrán Levya. Segundo as anotações, ele pagava cerca de 350 dólares aos policiais para encobrir as operações do bando. As informações foram dadas por fontes oficiais mexicanas às agências internacionais.

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