Guerrilha colombiana Farc pede diálogo sem condições

A maior guerrilha de esquerda da Colômbia reiterou na quarta-feira que está disposta a iniciar um diálogo de paz com o governo, mas sem condições. O presidente Juan Manuel Santos respondeu que apenas aceitará se as Farc suspenderem os ataques terroristas.

REUTERS

22 de setembro de 2010 | 19h30

As posições opostas têm impedido o avanço em qualquer negociação que inclua o fim dos ataques e a libertação de reféns em mãos da guerrilha. Nas últimas semanas, aumentaram os confrontos e as mortes violentas tanto de rebeldes como de forças militares.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) insistiram em sua disposição "para conversar com o atual governo e encontrar uma saída política ao conflito social e armado que vive o país, mas sem nenhum tipo de condições".

Mas Santos reafirmou desde Nova York, onde participa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que manterá sua posição de não dialogar enquanto ataques terroristas fossem cometidos.

"Eu disse claramente que, para qualquer diálogo, é necessário que deixem de fazer terrorismo; não cabe a menor dúvida, não cabe a menor interpretação diferente ao que essas palavras querem dizer", afirmou, segundo um comunicado da Secretaria de Imprensa da Presidência.

"(As Farc) têm que deixar de fazer terrorismo se quiserem algum diálogo. Se não deixarem de fazer terrorismo, nós continuaremos aplicando toda pressão militar, como estamos fazendo e seguiremos fazendo", advertiu Santos.

As Farc lançaram nas últimas três semanas uma ofensiva, em algumas regiões com o apoio do segundo maior grupo rebelde, o Exército da Libertação Nacional, enquanto as Forças Armadas reagiram intensificando os bombardeios e ataques contra a guerrilha em áreas montanhosas e de floresta.

Nesse período, ao menos 82 pessoas morreram entre efetivos do Exército, da polícia e guerrilheiros.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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