Guerrilheira das Farc solicita proteção e Nicarágua dá asilo

Segundo Ortega, ela ficou ferida no ataque colombiano contra guerrilha no Equador e está em um hospital

Efe,

18 de agosto de 2008 | 01h22

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, informou neste domingo, 17, que outra colombiana, que identificou como "Esperanza", solicitou proteção na embaixada do país no Equador e já está em um hospital nicaragüense. Ela estava em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em discurso em Manágua, Ortega disse, sem precisar datas, que chegou à embaixada da Nicarágua no Equador "uma cidadã, irmã colombiana" que estava no acampamento das Farc da Colômbia no Equador atacado pelo Exército colombiano em 1º de março. Segundo Ortega, "Esperanza" ficou ferida nesse ataque e já se encontra em um hospital nicaragüense. Nesse mesmo acampamento estavam, também quando foi atacado, as colombianas Martha Pérez Gutiérrez e Doris Torres Bohórquez, supostas guerrilheiras das Farc, que igualmente conseguiram asilo na Nicarágua. Ortega apresentou estas colombianas em um ato público realizado em Manágua em 19 de junho junto à mexicana Lucía Morret, que também estava nesse acampamento das Farc no Equador. Daniel Ortega disse que "Esperanza" também ficou ferida no acampamento das Farc e que seu companheiro, um equatoriano só identificado como "Lucho", morreu na ofensiva colombiana no Equador. "Levando em conta razões estritamente humanitárias e porque somos respeitosos dos direitos humanos, demos esse amparo e ela está hospitalizada na Nicarágua", disse Ortega. O líder não explicou como "Esperanza" foi levada do Equador à Nicarágua. O chefe de Estado afirmou que a Cruz Vermelha e uma agência das Nações Unidas devem entrar em contato com ela. Segundo ele, "Esperanza" decidirá se quer ficar na Nicarágua ou ir para outro país. Ortega comentou que não se pode acusar o seu governo de desrespeitar as leis internacionais. "Porque somos respeitosos dos direitos humanos damos proteção às pessoas, independentemente do país que sejam", disse. O presidente nicaragüense ressaltou que resolveu informar logo sobre "Esperanza", antes que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, "começasse a inventar histórias sobre estes fatos que são eminentemente humanitários".

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