Guerrilheiro das Farc é condenado por seqüestro de americanos

Julgado nos EUA, 'Simón Trinidad' pegará 60 anos de prisão; ele desejou que cativos sejam soltos sãos e salvos

Efe,

28 de janeiro de 2008 | 18h34

O juiz distrital americano Royce Lamberth condenou nesta segunda-feira, 28, o guerrilheiro colombiano das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ricardo Palmeira, conhecido como "Simón Trinidad", a 60 anos de prisão, por conspirar para o seqüestro de três americanos no sul da Colômbia, em 2003.   Veja também: França pede protenção das vidas de reféns Por dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade   A sentença coincide com a recomendação da Promotoria para o guerrilheiro, e é muito superior à condenação de entre 63 e 78 meses que propunha a defesa.   Em julho passado, "Simón Trinidad" foi declarado culpado de conspiração para o seqüestro, em fevereiro de 2003, dos três cidadãos americanos Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves, que ainda se encontram em poder das Farc.   Na audiência desta segunda-feira, "Simón Trinidad" expressou seu "sincero desejo" de que os americanos seqüestrados voltem para casa sãos e salvos, e se reúnam com seus familiares.   "Quando me uni às Farc, o fiz consciente de que poderia perder minha vida pela liberdade e luta pela justiça social. Hoje perdi minha liberdade física, mas meus ideais se mantêm intactos", afirmou.   Ao término de seu depoimento, "Simon Trinidad" gritou "Viva Manuel Marulanda!", "Viva as Farc!, Viva Simón Bolívar, porque vive e sua espada libertária percorre a América!".   A senadora colombiana Piedad Córdoba esteve presente na audiência desta segunda-feira. Piedad trabalhou até novembro como mediadora oficial do governo do presidente Álvaro Uribe para conseguir uma troca humanitária de reféns por guerrilheiros presos das Farc.   Piedad disse na sexta-feira que a guerrilha pode libertar em breve mais reféns.   No primeiro julgamento do guerrilheiro por este caso, ocorrido em 2006, o júri não havia chegado a um consenso sobre sua responsabilidade direta no seqüestro dos americanos.

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