Guerrilheiros colombianos vão libertar refém mantido há 11 anos

Os guerrilheiros das Farc vão libertar um soldado mantido em cativeiro por mais de 11 anos, em mais uma tentativa de abrir caminho para iniciar um processo de paz com o governo, informou a guerrilha em um comunicado nesta quinta-feira.

REUTERS

16 de abril de 2009 | 13h18

A libertação é a mais recente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o objetivo de começar as negociações com o presidente Álvaro Uribe, mas os dois lados continuam distantes de um diálogo.

As Farc informaram que vão libertar Pablo Moncayo, um soldado capturado no fim de 1997.

A guerrilha, financiada pelo tráfico de cocaína, já fez centenas de reféns, tanto por motivos políticos como para exigir o pagamento de resgate.

"Nós anunciamos nossa decisão de libertar unilateralmente Pablo Moncayo e entregá-lo pessoalmente" a seu pai e à senadora de esquerda Piedad Córdoba, que mediou a entrega de outros reféns no passado.

As Farc afirmam que querem começar um diálogo com o governo, mas Uribe insiste que os rebeldes precisam primeiro cessar os ataques com bombas, os sequestro e o tráfico de drogas.

O comunicado dos guerrilheiros disse que os dois lados precisam concordar com o cessar-fogo e que as negociações devem começar com o reconhecimento de que o Estado está em falta com a guerrilha de 45 anos na Colômbia.

"O bilateralismo é a regra indispensável... para construir confiança e criar uma base sólida para o avanço", disseram as Farc no comunicado.

Uribe foi eleito para seu primeiro mandato em 2002, prometendo acabar com os guerrilheiros, e recebeu o apoio dos Estados Unidos para essa missão.

(Reportagem de Hugh Bronstein)

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