Guerrilheiros das Farc aceitam liberar corpos de deputados

Segundo rebeldes, reféns foram vítimas de fogo cruzado com forças militares 'não identificadas' em junho

REUTERS

26 Julho 2007 | 18h44

O principal grupo guerrilheiro da Colômbia admitiu nesta quinta-feira, 26, entregar os corpos de 11 deputados que estavam seqüestrados e foram mortos em junho, o que poderá permitir que as autoridades determinem a circunstância da morte deles.As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) dizem que os políticos foram mortos no fogo cruzado quando uma força militar não-identificada tentou resgatá-los, em 18 de junho.O presidente Álvaro Uribe, que com apoio dos EUA e da opinião pública mantém uma dura repressão às Farc, acusa a guerrilha de ter assassinado os reféns, que haviam sido sequestrados em 2002 em Cali.O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, parentes das vítimas e o ex-ministro Álvaro Leyva, que vem agindo como mediador para uma possível troca de prisioneiros, foram convidados ao local onde estão os restos mortais, segundo uma declaração dos rebeldes."Eles podem contatar uma das nossas unidades na parte oeste do país e irem imediatamente ao local", afirmou a declaração.Os rebeldes capturaram os 11 deputados regionais há mais de cinco anos, passando-se por soldados e escoltando-os da sede da Assembléia local para dentro de um ônibus, sob o pretexto de uma falsa ameaça de bomba.As Farc também mantêm como reféns, entre outros, a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt e três norte-americanos que participavam de uma missão de combate à produção de drogas.

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