Guerrilheiros intensificam ataques na Colômbia

Helicópteros colombianos atiraram contra supostos esconderijos rebeldes e a polícia desarmou explosivos, enquanto o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, viajava para a região sul do país nesta quarta-feira, em meio a críticas crescentes sobre a deterioração da segurança.

JACK KIMBALL, Reuters

11 de julho de 2012 | 15h51

A quarta maior economia da América Latina combate insurgentes marxistas há quase cinco décadas. Apesar de uma repressão apoiada pelos Estados Unidos ter empurrado os rebeldes para áreas mais remotas, os guerrilheiros intensificaram os ataques nos últimos anos.

Antes de Santos chegar à municipalidade de Toribio, na província de Cauca, a polícia desativou explosivos colocados em um campo onde seu helicóptero deveria pousar, de acordo com a mídia local.

A televisão local exibiu imagens de helicópteros militares atirando em montanhas onde se acreditam que estejam rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As forças de segurança também detonaram diversas bombas na área.

Ao lado de seus ministros, Santos chegou à região mais tarde nesta quarta-feira para conversar sobre segurança. A mídia local afirmou que o presidente foi ridicularizado ao chegar à área, com os moradores dizendo "Vá embora".

A província de Cauca, conhecida informalmente pelos soldados como Cauca-quistão por causa da intensidade dos combates ali, tem sido uma das regiões mais violentas do conflito e é uma área estratégica para a produção e o transporte de cocaína.

Em julho do ano passado, rebeldes detonaram explosivos em um ônibus em Toribio, ferindo mais de 60 pessoas e destruindo centenas de residências.

Dois anos depois de Santos assumir o poder, uma violenta retomada dos ataques guerrilheiros e uma fracassada reforma da Justiça fizeram despencar os índices de aprovação do presidente, ameaçando o projeto de promover uma ampla reforma econômica.

Nos primeiros três meses de 2012, os ataques promovidos por grupos armados ilegais subiram 57 por cento com relação ao mesmo período do ano anterior (com 58 ações), no nível mais alto desde 2006, de acordo com dados do Ministério da Defesa.

Os opositores afirmam que Santos está deixando a peteca cair na questão da segurança, permitindo que as Farc recuperem parte do terreno perdido durante a ofensiva militar promovida durante o governo do presidente Álvaro Uribe.

Uribe, que escolheu Santos para ser seu ministro da Defesa e apoiou a candidatura dele à Presidência, agora é seu crítico mais feroz.

Os analistas, no entanto, afirmam que as melhorias na segurança a partir de 2002 começaram a se reverter no segundo mandato de Uribe, entre 2006 e 2010, com o ajuste das táticas pelas Farc.

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