Guerrilheiros presos das Farc rejeitam troca por reféns

Em vídeo, porta-voz dos presos pede que seqüestrados sejam libertados o mais rápido possível

Efe,

24 de janeiro de 2008 | 02h36

Cerca de 600 rebeldes presos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) enviaram uma mensagem ao comando central da guerrilha na qual se opõem à troca por seqüestrados, asseguraram nesta quarta-feira, 23, autoridades oficiais. Veja também:Bento XVI receberá em audiência mãe de Ingrid Betancourt Na Colômbia, 29 guerrilheiros das Farc deixam as armas A postura dos presos foi divulgada pelo Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (INPEC), entidade estatal responsável pela administração dos presídios do país. "Queremos dizer ao Secretariado das Farc que não contem conosco para um futuro acordo humanitário, e exigimos a libertação dos seqüestrados o mais rápido possível", disse num vídeo o suposto porta-voz dos presos, "Ovidio Saldaña", conhecido como de Raúl Agudelo. Segundo Agudelo, preso em Bogotá, a troca por reféns é rejeitada por cerca de 600 insurgentes que estão em prisões de todo o país. "Há um grupo de integrantes das Farc que não está de acordo com a troca", declarou o diretor do INPEC, o general reformado Eduardo Morales. As Farc pretendem trocar cerca de 500 guerrilheiros presos por 44 reféns, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos.

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