Rolando Pujol/Efe
Rolando Pujol/Efe

Há 1 mês sem comer, dissidente cubano diz que manterá greve de fome

Fariñas também recusou receber asilo político em outros países

24 de março de 2010 | 17h12

Efe

 

SANTA CLARA- O dissidente Guillermo Fariñas reiterou nesta quarta-feira, 24, que manterá a greve de fome que iniciou há um mês para pedir ao presidente de Cuba, o general Raúl Castro, a libertação de 26 opositores.

 

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"Vou continuar a greve de fome", declarou Fariñas, por telefone, à Agência Efe. O dissidente está na área de terapia intensiva de um hospital na cidade de Santa Clara, para onde foi levado há duas semanas.

 

O psicólogo e jornalista de 48 anos disse estar um pouco abalado fisicamente e que teve febre nos últimos dias, mas lembrou que segue recebendo hidratação e nutrição via intravenosa. Fariñas assegurou que quando receber alta médica continuará a greve de fome em casa.

 

Sobre a possibilidade de negociar a greve com as autoridades cubanas, o dissidente não descartou, mas disse que "isso depende".

 

"Mas diria que não, por que tenho que discriminar irmãos meus? Se digo que são os 26 mais doentes, acho que não devem ser os dez ou os 20", afirmou.

 

Nos últimos dias, Fariñas também desprezou a possibilidade de receber asilo político em países como México e Espanha.

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