Andrés Martínez Casares/Efe
Andrés Martínez Casares/Efe

Haiti já tem 60% de áreas afetadas por tremor vasculhadas

70 pessoas foram retiradas com vida de escombros; no momento, maior problema é falta de 'pessoal médico'

Efe,

17 de janeiro de 2010 | 09h41

As equipes de resgate que trabalham em Porto Príncipe e em localidades vizinhas à capital do Haiti já concluíram as buscas por sobreviventes em 60% das áreas afetadas pelo forte terremoto de terça-feira. Ao todo, 70 pessoas foram tiradas com vida de entre os escombros dos prédios derrubados pelo tremor.

A tragédia haitiana:

link Haitianos fogem em massa de capital destruída por terremoto

linkHelicópteros dos EUA distribuem água em Porto Príncipe

 

"É um número recorde de pessoas achadas vivas após um terremoto", disse à Agência Efe Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês). De acordo com a funcionária, os "especialistas que trabalham sobre o terreno ainda não perderam a esperança de encontrar mais sobreviventes, já que ainda há muitos bolsões de ar sob os edifícios".

 

VEJA TAMBÉM:
video Assista a análises da tragédia
mais imagens As imagens do desastre
blog Blog: Gustavo Chacra, de Porto Príncipe
especialEntenda o terremoto
especialInfográfico: tragédia e destruição
especialCronologia: morte no caminho da ONU
lista Leia tudo que já foi publicado

Byrs destacou que, segundo analistas, "até seis dias depois" de um terremoto ainda é possível encontrar sobreviventes em meio a escombros. Cerca de 45 equipes procedentes de todo o mundo, com 1.739 homens e 161 cães farejadores, trabalham nas buscas por sobreviventes no Haiti.

"Todos trabalham sem parar, dia e noite, em condições apocalípticas. Mas, apesar da duras condições, o moral deles está muito alto, devido à grande quantidade de pessoas que conseguiram salvar", disse a porta-voz.

Os socorristas já contam com "material pesado, capaz de penetrar o cimento armado, e também têm aparelhos acústicos e de fibra óptica para localizar pessoas com vida". "Há um fator positivo neste terremoto. Os edifícios caíram de um jeito que deixaram espaços de vida, espaços vazios, que permitem que algumas vítimas continuem vivas", acrescentou. Byrs também destacou que, no momento, "o maior problema é a falta de pessoal médico".

"É preciso tratar e operar os feridos, do contrário eles morrem. Não há pessoal suficiente", afirmou a porta-voz, ratificando a preocupação de inúmeras organizações, como a Médicos sem Fronteiras, cujo pessoal no Haiti não dá conta de atender às milhares de pessoas que se amontoam em frente aos hospitais e instalações médicas improvisadas.

"Tratar dos feridos é a prioridade. Água e comida já começam a chegar", frisou. A funcionária disse ainda que faltam ambulâncias para transportar os feridos depois que estes são tirados dos escombros.

Na cidade de Petit Goave, com 117 mil habitantes, "20% das construções foram destruídas" pelo terremoto, de acordo com as primeiras avaliações. Lá, assim como em Porto Príncipe, "falta pessoal médico", destacou Byrs. Outras localidades haitianas atingidas pelo tremor são: Jacmel, Carrefour, Leogane e Gressier.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.