Ariana Cubillos/AP
Ariana Cubillos/AP

Haiti retoma atividades escolares em áreas não destruídas

Aulas foram reiniciadas nesta segunda; 90% das escolas e 95% das universidades do país estão destruídas

Efe,

01 de fevereiro de 2010 | 17h22

As atividades escolares foram retomadas nesta segunda-feira, 1º, nas áreas do Haiti não destruídas pelo terremoto de 12 de janeiro, que devastou a capital do país caribenho e várias outras cidades.

 

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Segundo dados do Ministério da Educação Nacional e de Formação Profissional, 90% das escolas e 95% dos centros de ensino superior foram destruídos.

 

Escolas privadas, públicas e religiosas foram demolidas ou gravemente danificadas pelo terremoto. Não se sabe realmente quando poderão retomar suas atividades, apesar da vontade expressada pelo governo para que a volta às aulas ocorra em março.

 

O Ministério da Educação Nacional anunciou que realiza uma avaliação para determinar o estado das infraestruturas que resistiram ao terremoto. O órgão também estuda a possibilidade de instalar albergues provisórios para as atividades acadêmicas.

 

O Conjunto das Escolas Privadas do Oeste (Colepo) afirmou sua disposição em trabalhar com o governo para encontrar "a melhor fórmula" para a reabertura das aulas e não perder o ano letivo.

 

"Em países que sofreram com a guerra, as escolas puderam funcionar", argumentou a organização, que ressaltou que a atividade escolar é a base do desenvolvimento e que não se pode manter as escolas fechadas.

 

O sociólogo Daniel Suplice, diretor do colégio San Sebastián, convidou o Executivo haitiano a tomar iniciativas excepcionais para ajudar na reabertura dos centros educativos.

 

"O governo deve encontrar no dinheiro que dá a comunidade internacional fundos para emprestar a proprietários de escolas a baixas taxas de juros e períodos de pagamento atrasados para retomar" suas atividades, declarou a uma emissora local.

 

"É preciso refletir não só sobre o término deste ano letivo, mas também sobre o início do próximo ano acadêmico, em setembro", acrescentou.

 

Uma minoria de alunos foram levados à República Dominicana,ao Canadá e aos Estados Unidos para terminar o curso escolar. Cerca 200 estudantes haitianos também poderão ser amparados em universidades de Guadalupe, Martinica e Guiana, anunciaram as autoridades da França.

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