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Hamas elogia Chávez por expulsar embaixador israelense

Palestinos dizem que iniciativa do venezuelano foi 'valente'; Hezbollah afirma que mundo deve seguir exemplo

Agências internacionais,

07 de janeiro de 2009 | 12h48

O movimento islâmico palestino Hamas saudou nesta quarta-feira, 7, o que chamou de "valente" iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de expulsar o embaixador israelense em Caracas para denunciar a "agressão sionista covarde" contra a Faixa de Gaza. O líder do Hezbollah também elogiou o presidente da Venezuela por expulsar o diplomata. Para Hassan Nasrallah, todos os países, incluindo os árabes, deveriam seguir o exemplo deste "grande líder latino-americano" para mostrar sua solidariedade com os palestinos.   Veja também:  Israel ataca Gaza após França anunciar trégua Sarkozy diz que Israel aceitou proposta de cessar-fogo Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Brasileiros que vivem em Gaza não querem sair  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  TV Estadão: as consequências do conflito em Gaza  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        "O governo da República Bolivariana da Venezuela decidiu expulsar o embaixador de Israel e parte do pessoal da embaixada de Israel na Venezuela, reafirmando sua vocação para a paz e a exigência de respeito ao direito internacional", diz uma nota divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores venezuelano. Segundo a BBC, no documento, a Venezuela ainda acusa Israel de praticar "terrorismo de Estado" e de violar o direito internacional com a ofensiva em Gaza.   Israel estuda "medidas de reciprocidade" à expulsão de seu embaixador em Caracas, segundo afirmou a diretora para a América Latina do Ministério de Relações Exteriores israelense, Dorit Shavit. A responsável israelense não quis precisar de que tipo de medidas se trataria, e quando seriam adotadas por Israel. Em comunicado, após saber da decisão do governo de Caracas, o Ministério de Exteriores israelense acusou a Venezuela de manter "estreitos laços" com o Hamas e o Irã. "Israel continuará se defendendo de seus inimigos, entre eles o Hamas e o Irã, com os quais a Venezuela tem estreitos laços", segundo a nota.   "A Venezuela deve escolher em que lado desta guerra está. Deve escolher entre os que lutam contra o terrorismo e os que o apoiam. Não é nenhuma surpresa que a Venezuela tenha esclarecido ao mundo novamente de que lado está", acrescenta o comunicado.   A Venezuela é atualmente representada diplomaticamente em Israel apenas por um encarregado de negócios, Roland Betancourt, por isso a expulsão desse funcionário levaria ao fechamento da embaixada venezuelana em Tel Aviv.

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