Havana diz não ver sinal de que Obama mudará política dos EUA sobre Cuba

Cuba não recebeu nenhuma indicação de que o governo Obama pode mudar a política dos Estados Unidos em relação à ilha, apesar do apoio crescente dentro dos EUA a uma relação mais próxima, disse uma autoridade cubana de alto escalão nesta quarta-feira.

DANIEL TROTTA, REUTERS

08 de outubro de 2014 | 20h02

"Não temos estas indicações (de qualquer mudança de política)", afirmou Josefina Vidal, chefe da divisão norte-americana do Ministério das Relações Exteriores cubano, a repórteres em Havana depois de comparecer a um fórum de discussão sobre o embargo dos EUA.

Os EUA vêm mantendo seu abrangente embargo econômico contra a ilha comunista desde 1962, uma política da Guerra Fria fortalecida com o passar dos anos, mesmo após a queda da União Soviética em 1991.

Defensores da legislação atual destacam o sistema de partido único de Cuba, a repressão aos opositores e uma política econômica centralizadora, que limita as liberdades no setor, como razões para manter o embargo.

Vidal disse haver um número crescente de pesquisas de opinião que mostram apoio a uma mudança na abordagem norte-americana.

Desde que deixou o cargo de secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton revelou ter recomendado ao presidente Barack Obama uma alteração na política para Cuba, afirmando que ela é ineficaz e que atrapalha a pauta de seu país para o restante da América Latina.

Obama, imerso em uma série de crises de política externa em outras partes do mundo e às vésperas das eleições legislativas de novembro, tem dado poucos sinais em público de que planeja uma revisão na abordagem da questão cubana. Seu governo mantém a mesma postura nos bastidores, argumenta Vidal.

"Sempre abordamos estes tópicos... não há reação", disse.

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