Helicópteros brasileiros estão prontos para libertação de reféns na Colômbia

Dois sequestrados pela guerrilha colombiana devem ser soltos no final de semana

Efe

17 de março de 2010 | 16h31

O alto comissário para a Paz da Colômbia, Frank Pearl, disse nesta quarta-feira, 17, que os helicópteros brasileiros que apoiarão a logística da libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionasses da Colômbia (Farc) já estão na Colômbia, prontos para a operação do final de semana.

"Neste momento, os helicópteros estão em um local perto da fronteira com o Brasil", afirmou Pearl em comunicado. Ele disse que o governo está à espera da "informação da área precisa" onde serão feitas as entregas.

O local deve ser indicado pelas Farc com a mediação da senadora Piedad Córdoba e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), acrescentou o comissário.

"Assim que tivermos essa informação, os helicópteros devem demorar entre 24 e 36 horas para chegar a um dos aeroportos e, a partir daí, dar início a operação", acrescentou.

Pearl acredita que os processos de libertação dos soldados Josué Daniel Calvo e Pablo Emilio Moncayo, assim como a entrega dos restos mortais do policial Julián Guevara, ocorrerão "antes do fim da semana".

Em declarações à rádio "RCN", Pearl disse que as libertações se dariam em duas fases, com uma diferença de 24 horas entre cada uma delas.

Calvo foi sequestrado em 2009 e, segundo as Farc, está muito doente. Já Moncayo é o mais antigo refém da guerrilha, com 12 anos de cativeiro.

A família de Guevara receberá os restos do policial, morto em janeiro de 2006 após passar oito anos preso.

O alto comissário confirmou que a missão será integrada pelo comandante brasileiro da aeronave, dois delegados do CICV, a senadora opositora Piedad Córdoba e um representante da Igreja Católica.

O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla, pediu à Cruz Vermelha que solicite "uma área razoável" que não supere os 30 quilômetros quadrados de extensão para a libertação. Além disso, ofereceu uma aeronave da Força Aérea para apoiar a operação.

A mãe do policial morto, Emperatriz de Guevara, adiantou que assim que receber o corpo do filho, o colocará à disposição da Procuradoria para que façam um exame de DNA e confirmem sua identidade.

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