Hillary diz que regime castrista em Cuba está perto do fim

Secretária diz que EUA devem estar preparados para fim do regime e que Casa Branca aceitará fim do embargo

Efe,

22 de abril de 2009 | 14h37

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o regime castrista "está terminando" em Cuba e que os Estados Unidos "devem se preparar". Segundo a chefe da diplomacia americana, o governo dos EUA respeitará uma eventual decisão do Congresso de pôr fim ao embargo à ilha.

 

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"Este é um regime que está terminando. Em algum momento terminará e precisamos estar prontos para isso", disse Hillary em sua primeira audiência como secretária de Estado perante a Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes. Por outro lado, Hillary destacou que se o Congresso decidir que o melhor para os interesses dos EUA será acabar com o embargo, que data de 1962, "obviamente o governo respeitaria" tal decisão.

 

A secretária de Estado reiterou a postura do presidente Barack Obama de que o governo de Havana deve tomar medidas para a democratização e que Washington está disposto a um diálogo amplo que inclua direitos humanos e liberdade a presos políticos. "Vamos conduzir de forma muito cuidadosa este processo, porque sabemos o que aconteceu antes", assinalou Hillary, ao se referir às ações que no passado Havana tomou para minar qualquer abertura com Washington. "Nossa meta é uma democracia livre e independente que dê ao povo de Cuba as mesmas oportunidades que suas irmãs e irmãos e primos (...) têm neste país", afirmou.

 

Segundo Hillary, as ações recentes de Obama de liberar as viagens e remessas dos cubano-americanos à ilha deram lugar ao "início de um debate" interno em Cuba. A chefe da diplomacia americana se referiu em particular às aparentes diferenças entre o presidente Raúl Castro e seu irmão, o ex-governante Fidel, sobre os assuntos que estariam incluídos em um eventual diálogo com Washington.

 

Fidel Castro disse nesta quarta que o governo cubano ordenaria a libertação de presos políticos apenas se, em troca, fossem postos em liberdade cinco agentes de Cuba condenados nos EUA por espionagem. O líder cubano disse ainda que o governo Obama "interpretou mal" as declarações de seu irmão Raúl na semana passada sobre a disposição a dialogar sobre "tudo", incluindo os presos políticos.

 

Hillary fez essas declarações em resposta às perguntas do legislador republicano Jeff Flake, um dos partidários do fim do embargo a Cuba. A secretária de Estado foi à Câmara para explicar o novo rumo da política externa do governo Obama, que se mostra decidido a melhorar a imagem dos EUA no mundo.

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