Hillary e Obama defendem ação da Colômbia no Equador

Pré-candidatos democratas pedem para que países resolvam suas diferenças pela via diplomática

Efe,

04 de março de 2008 | 01h21

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca Hillary Clinton e Barack Obama defenderam nesta segunda-feira, 3, as ações da Colômbia contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas pediram a esse país, ao Equador e à Venezuela que resolvam suas diferenças pela via diplomática e diminuam as tensões na região. Veja também: Dê sua opinião sobre o conflito   Veja a repercussão na imprensa internacional     Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Equador rompe relações diplomáticas com a ColômbiaColômbia acusa Chávez de ter dado US$ 300 milhões às FarcOEA pede reunião para resolver crise entre Colômbia e EquadorChávez diz que morte de número 2 das Farc foi ato 'covarde'Perfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcColômbia deve 'pedido de desculpa' ao Equador, afirma AmorimMinistro equatoriano admite que se reuniu com líder das Farc Através de comunicados, Hillary e Obama pediram aos Governos desses países para que trabalhem de forma estreita para evitar uma escalada do conflito após a incursão militar colombiana em território equatoriano em uma operação militar promovida contra as Farc. Hillary e Obama fizeram suas declarações antes de que o Governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, decidisse romper as relações diplomáticas com Bogotá por causa da operação. No entanto, a senadora considerou que a ordem do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de enviar dez batalhões para a fronteira com a Colômbia "é injustificada e perigosa", e defendeu a decisão do Governo de Bogotá de combater grupos como as Farc. Hillary disse que o presidente Chávez "está se colocando abertamente do lado de terroristas que ameaçam a democracia na Colômbia e a paz e segurança na região", ao apoiar e elogiar as Farc. "Ao invés de criticar as ações da Colômbia no combate a grupos terroristas nas regiões fronteiriças, a Venezuela e o Equador devem trabalhar com seu vizinho para assegurar que seus territórios não sirvam de santuário a grupos terroristas", recomendou a senadora democrata por Nova York. Obama destacou que o povo colombiano sofreu durante mais de quatro décadas "nas mãos de uma brutal insurgência terrorista, e o Governo colombiano tem todo o direito de se defender" contra as Farc. No entanto, o senador democrata por Illinois advertiu que a morte de "Raúl Reyes" na operação militar "não deve ser utilizada como pretexto para aumentar as tensões ou para ameaçar a estabilidade da região". "Os presidentes da Colômbia, Equador, e Venezuela têm a responsabilidade de se assegurarem de que os fatos não redundem em uma espiral fora de controle, e que as disputas se resolvam pacificamente através da diplomacia ativa, com a ajuda de atores internacionais", recomendou Obama, sem dizer quem seriam esses mediadores.

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