Hillary não tem 'embasamento político nem moral', diz Caracas

Secretária de Estado americana pediu que Venezuela seja 'transparente' em compra de armas com a Rússia

15 de setembro de 2009 | 17h42

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira, 15, em Quito, que o pedido da secretária de Estado americana para Caracas ser "transparente" no processo de compra de armas com a Rússia "não tem embasamento político nem moral". Mais cedo, Hillary pediu que a Venezuela seja "clara" nos objetivos da aquisição armamentista, e disse que espera ver uma "mudança de atitude."

 

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"Dizemos que essas declarações não têm embasamento político ou moral", declarou Maduro a jornalistas, segundo a agência France Presse. No domingo, a Venezuela anunciou que obteve um empréstimo de US$ 2,2 bilhões da Rússia para comprar 92 tanques T-72 e sistemas de mísseis antiaéreos do seu aliado estratégico. O presidente venezuelano Hugo Chávez descreveu alguns dos armamentos como uma aquisição para "modernizar nossa frota de veículos armados."

 

Nesta terça, rebatendo as críticas de Hillary, o chanceler venezuelano disse que são os Estados Unidos que estão anunciando sete bases militares na América do Sul, em alusão ao acordo que Bogotá e Washington firmaram recentemente para intensificar o combate ao narcotráfico na região.

 

O tema - que despertou reações de questionamento de vários países sul-americanos, entre eles Brasil e Venezuela - é um dos principais pontos de discussão da reunião dos chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece nesta terça no Equador.

 

Nos últimos anos, a Venezuela assinou contratos avaliados em US$ 4 bilhões na compra de armas russas e em novembro do ano passado a Marinha da Rússia juntou-se à venezuelana para manobras conjuntas no Mar do Caribe, o que despertou críticas de Washington.

 

(Com AP)

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