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Hillary nega que acordo com Colômbia afete América do Sul

A secretária de Estado pediu que, em vez de criticar o acordo bilateral, comunidade colabore na luta antidrogas

Efe, Agência Estado e Associated Press,

18 de agosto de 2009 | 18h55

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que o acordo de colaboração militar com a Colômbia respeita a soberania deste país e não afeta outras nações da região.

 

Hillary insistiu hoje em que o acordo "não estabelece a criação de bases americanas na Colômbia".

"Estabelece o acesso dos Estados Unidos às bases colombianas, mas dirigidas, controladas, administradas e com o controle de segurança nas mãos da Colômbia", disse. "Todas as atividades americanas conduzidas em ou a partir destas bases só acontecerão com o prévio consentimento expresso do Governo colombiano".

 

Hillary deixou claro também que este acordo não provocará um aumento "significativo nem permanente" da presença de militares americanos na Colômbia, que é regida e limitada por um estatuto do Congresso emitido em 2004. Insistiu também em que o acordo bilateral "não afeta" outros países. "Trata-se de um acordo de cooperação bilateral entre Estados Unidos e Colômbia, relacionado a questões de segurança que incumbe a Colômbia", disse.

 

"Nosso continente enfrenta a vários desafios crescentes, da crise econômica aos problemas climáticos, passando pelas preocupações de saúde publica, como o vírus A (H1N1), o tráfico de narcóticos, o terrorismo e o crime organizado. Todos estes temas requerem nossa atenção", afirmou Hillary.

 

Em um comparecimento com o ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez, com quem manteve uma reunião, Hillary pediu à comunidade internacional que, em vez de criticar o acordo bilateral, colabore na luta antidrogas.

 

O acordo, que provocou duras críticas de outros países sobre a presença militar americana na região, foi firmado na sexta-feira em Washington, mas agências governamentais dos dois países terão que revisá-lo antes que seja assinado.

 

Hillary Clinton e o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermudez, já haviam afirmado através da chancelaria norte-americana nesta terça-feira, 18, que não assinariam por enquanto um acordo bilateral de defesa. 

 

Coincidindo com a reunião entre Bermúdez e Hillary, o Departamento de Estado ofereceu hoje informação adicional sobre este acordo, que permitirá que os Estados Unidos tenham acesso a três bases militares colombianas, as localizadas em Palanquero, Apiay e Malambo, com objetivo de melhorar a luta contra o narcotráfico no litoral do Pacífico.

 

Além disso, o acordo também dará acesso aos Estados Unidos, prévio mútuo consentimento da Colômbia, a outras duas bases navais e a duas do Exército controladas pelo Governo colombiano.

 

Em seu discurso, Bermúdez comemorou a relação "próxima" entre Colômbia e EUA, e mostrou seu desejo de que esta situação "continue no futuro, pelo bem de ambos". "Nos Estados Unidos, encontramos um parceiro que nos ajuda com sua cooperação, com sua ajuda efetiva" na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. "Queremos parar o narcotráfico, e isso só ocorre através da cooperação. Sabemos que os Estados Unidos nos ajudarão a conseguir este objetivo, porque é algo que vai beneficiar não só os dois países, mas todo o continente e, por extensão, todo o planeta", disse o chanceler colombiano.

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