J. Scott Applewhite/AP
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Hillary quer rapidez no caso de americanos presos no Haiti

Secretária enfatizou que caso compete ao sistema judiciário haitiano, mas que os EUA apoiam os americanos

Efe,

05 de fevereiro de 2010 | 17h12

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou nesta sexta-feira, 5, o desejo de que o caso dos dez americanos detidos no Haiti por tentar sair do país ilegalmente 33 crianças seja resolvido "com prontidão".

 

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Em breves declarações à imprensa no departamento de Estado, a chanceler explicou que os Estados Unidos estão fornecendo serviços consulares aos detidos, aos quais eles têm "pleno acesso". Eles foram acusados formalmente na quinta-feira de tráfico de menores e formação de quadrilha.

 

O embaixador dos EUA no Haiti, Kenneth Merten, está em contato com o governo haitiano para tratar do caso, explicou Hillary. No entanto, a secretária quis deixar claro que se trata de um assunto competente ao sistema judiciário do Haiti.

 

"Obviamente, este é um assunto do sistema judiciário haitiano", insistiu, para não deixar dúvidas de que os Estados Unidos não estão querendo interferir nas decisões jurídicas do país caribenho.

 

Segundo Hillary, este é um caso que está em mãos de "uma nação soberana" e que fez a acusação baseando-se nas provas que apresentou quando anunciou a acusação formal.

 

Apesar disso, Washington continuará apoiando os americanos, como faz em todos os casos nos quais seus cidadãos são detidos no exterior, acrescentou Hillary.

 

"Continuaremos apoiando os americanos acusados e esperamos que este assunto possa ser resolvido com prontidão", disse.

 

Essa é a segunda declaração oficial de Hillary sobre o caso dos dez americanos acusados, que é acompanhado muito de perto nos EUA, depois que a secretária lamentou a atuação do grupo na quarta-feira.

 

Hillary considerou errado que, por qualquer motivação, esse grupo de americanos "tomasse o assunto por suas próprias mãos".

 

Hillary afirmou, além disso, que as autoridades haitianas facilitaram o acesso consular aos detidos. Ela reiterou a preocupação do Governo americano com o tráfico de pessoas, "particularmente grave no caso das crianças, seja para utilizá-los como escravos, vendê-los para adoção, ou abusá-los de outra maneira". "Levamos isso muito a sério", enfatizou a secretária de Estado.

 

Os dez acusados compareceram na quinta-feira a uma audiência perante a Procuradoria haitiana, na qual reiteraram sua inocência e explicaram que sua única intenção era ajudar.

 

Os missionários foram interceptados pelas autoridades haitianas e detidos na semana passada, quando pretendiam passar ao território da República Dominicana em um ônibus com os menores, que tinham entre dois e 12 anos.

 

Por não dispor da documentação necessária para sair do país com as crianças, os americanos, membros da organização batista New Life Children's Refuge foram detidos.

 

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