Jose Miguel Gomez/Reuters
Jose Miguel Gomez/Reuters

Hillary se compromete a manter ajuda a novo governo da Colômbia

Segundo secretária, ameaças à segurança do país ainda não foram totalmente eliminadas

Reuters e Efe,

09 de junho de 2010 | 21h23

BOGOTÁ- Os Estados Unidos se comprometeu nesta quarta-feira, 9, a manter a ajuda à Colômbia na luta contra as guerrilhas e o narcotráfico, independentemente do governo que será eleito neste mês, mas pediu que o país mantenha a vigilância e o respeito aos direitos humanos.

 

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A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se encontrou com o presidente Álvaro Uribe e seus funcionários mais próximos durante uma visita a Bogotá, na qual também se reuniu com os dois candidatos presidenciais que concorrerão ao segundo turno.

 

Nas reuniões, Hillary discutiu sobre direitos humanos, o Tratado de Livre Comércio (TLC) entre os dois países, de sua ratificação pendente no Congresso dos Estados Unidos e das tensões com a Venezuela.

 

"As ameaças quanto à segurança não foram totalmente eliminadas, e, portanto, os Estados Unidos continuará apoiando o povo colombiano, as Forças Armadas colombianas e seu governo nesta luta contínua contra os insurgentes, a guerrilha, contra os narcotraficantes", disse Hillary em uma coletiva de imprensa.

 

"Esse compromisso continuará, seja quem for o vencedor do segundo turno, para consolidar não só avanços na segurança mas também proporcionar resultados concretos às pessoas que se dedicaram à democracia e à paz", declarou a secretária.

 

Os Estados Unidos é o principal aliado da Colômbia na luta contra o narcotráfico e no combate aos grupos armados ilegais, enquanto o país sulamericano se converteu no maior parceiro de Washington na América Latina enquanto governantes de esquerda ganham protagonismo.

 

Os colombianos irão às urnas em 20 de junho para eleger o sucessor de Uribe, optando entre o candidato governista Juan Manuel Santos, do Partido da U, e o líder do Partido Verde, Antanas Mockus.

 

Desde 2000, os Estados Unidos enviou a Bogotá mais de US$ 6 bilhões em programas de assistência militar e social, como parte de um ambicioso programa para combater o narcotráfico e os grupos armados ilegais.

 

Candidatos

 

Hillary também se reuniu em separado com Santos e Mockus, que se comprometeram a manter a ofensiva iniciada por Uribe contra o narcotráfico e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assim como outros grupos armados.

 

Santos, favorito para o segundo turno eleitoral, comentou com jornalistas no final da reunião que a secretária o explicou que as "dificuldades" para a ratificação do TLC estão no Congresso dos Estados Unidos, e não em uma suposta "falta de vontade" do governo Obama.

 

Segundo Santos, em seu "muito frutífero" encontro com a secretária, também foram discutidos "temas da agenda bilateral" e do Plano Colômbia.

 

Depois do encontro com Santos, Hillary se encontrou com o ex-prefeito de Bogotá e candidato a presidência Antanas Mockus, com quem não conversou sobre bases, mas sim sobre a luta contra o narcotráfico e a favor dos direitos humanos.

 

Segundo Mockus, ele expressou à secretária sua preocupação com a falta de proteção aos sindicalistas na Colômbia. "A lei permite os sindicatos na Colômbia, mas há espaços culturais e sociais onde se odeia o sindicalista ou pelo menos tem-se pavor ou temor dele, e isso é incompreensível para os Estados Unidos", disse Mockus.

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