Hilllary Clinton estranhou nervosismo da presidente argentina

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, questionou a saúde mental da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e pediu a diplomatas dos EUA que investigassem se ela toma remédios psiquiátricos, segundo comunicações diplomáticas sigilosas divulgadas pelo site WikiLeaks.

MICHAEL ROSE, REUTERS

30 de novembro de 2010 | 09h39

Segundo relato do jornal britânico Guardian, que teve acesso aos documentos, Hillary perguntou, em memorando à embaixada dos EUA em Buenos Aires, sobre a "dinâmica interpessoal" envolvendo Cristina e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, que morreu no começo deste mês.

Ela também queria saber como a presidente, de 57 anos, lida com "o nervosismo e a ansiedade."

"Sob quais circunstâncias ela consegue melhor lidar com estresses? Como as emoções de Cristina Fernández de Kirchner afetam suas decisões, e como ela se acalma quando fica nervosa? Como o estresse afeta o comportamento dela com assessores e/ou suas decisões? O que Cristina Fernández de Kirchner ou seus assessores/cuidadores fazem para ajudá-la a lidar com o estresse? Ela está tomando alguma medicação?," dizia o memorando.

Segundo o Guardian, o documento revela que os EUA têm de Cristina a impressão de ser "extremamente irritadiça e intolerante a coisas percebidas como críticas".

Hillary disse na segunda-feira que o governo dos EUA lamentava profundamente o vazamento de milhares de comunicações diplomáticas pelo WikiLeaks, que expuseram opiniões muito francas da diplomacia norte-americana sobre outros países.

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