'Hoje uma nova Bolívia é refundada com igualdade', diz Morales

Para Evo, aprovação termina com o estado colonial, com neoliberalismo e com 'leilão' dos recursos naturais

Efe,

26 de janeiro de 2009 | 02h15

O presidente boliviano Evo Morales afirmou que, com a aprovação da nova Constituição, neste domingo, 25, se refunda uma nova Bolívia com igualdade de oportunidades para todos seus cidadãos, convocando todos à unidade para aplicar a Carta Magna.   Veja também: Nova Carta é aprovada por 60% na Bolívia, diz boca-de-urna 'Referendo deve ser respeitado', diz Evo à oposição Às vésperas de referendo, Evo nacionaliza British Petroleum Entenda os pontos polêmicos da nova Constituição da Bolívia   "Aqui começa a nova Bolívia, a igualdade e a dignificação dos bolivianos", disse Morales perante a multidão que se reuniu na Praça Murillo de La Paz para celebrar a aprovação da nova Constituição que, segundo as pesquisas, obteve um respaldo de 60% no referendo realizado neste domingo no país.   À espera de resultados oficiais, as pesquisas de boca-de-urna coincidem em dar a vitória ao "sim", mas confirmam a rejeição majoritária ao novo texto constitucional nas regiões governadas pela oposição autonomista.   "Hoje não houve empate. Há um claro vencedor: a Constituição Política do Estado", destacou Morales em seu discurso.   Em referência aos departamentos governados por seus opositores, destacou também que a partir de agora "não há meia lua. Há uma lua cheia em unidade de todos os bolivianos".   O presidente expressou seu compromisso de trabalhar com todos para enfrentar o desafio de implementar a nova Constituição e admitiu que para isso é necessária uma maior coordenação com os governadores regionais dos diferentes departamentos e as autoridades municipais.   Neste sentido, Morales fez um apelo para criar na Bolívia um "Conselho para as Autonomias".   Interrompido em várias ocasiões por seus seguidores com palavras de ordem como "Evo, irmão, o povo disse sim", o governante indígena destacou que a aprovação da nova Constituição terminou com o estado colonial, com o neoliberalismo e com o "leilão" dos recursos naturais do país.   "De 2005 a 2009 estamos vindo de triunfo em triunfo", enfatizou Morales ao lembrar sua vitória nas eleições de 2005, a maioria conseguida por seu partido no pleito para a Assembleia Constituinte e sua ratificação no referendo revogatório de agosto do ano passado com 67% de apoio.   A aprovação da nova Constituição, pendente ainda da apuração oficial da Corte Nacional Eleitoral, chega no recém completado terceiro ano do Governo Morales, que pretende com este texto consolidar a "revolução democrática e cultural" proposta para o país.   A nova Constituição da Bolívia, a 16ª na história do país, se compõe de 411 artigos que definem um modelo de estado plurinacional, orientado à integração indígena, autônomo e de economia "de Estado".   A oposição critica este texto porque outorga privilégios a grupos étnicos em detrimento dos mestiços e não cobre uma descentralização autônoma verdadeira, entre outros pontos.

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