Homem morre em nova explosão de bomba em Santiago do Chile

Homem morre em nova explosão de bomba em Santiago do Chile

Inicialmente, promotor disse que vítima manuseava o explosivo, mas há a possibilidade de que ela estivesse apenas passando pelo local

O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 10h14

(Atualizada às 18h) SANTIAGO DO CHILE - Um homem morreu na madrugada desta quinta-feira, 25, na capital chilena, com graves queimaduras após uma bomba de fabricação caseira explodir, informou o promotor Claudio Orellana, responsável pela investigação da onda de atentados ocorridos nos últimos meses em Santiago do Chile.

Inicialmente, Orellana falou que o homem, identificado como Sergio Guillermo Landskron Silva, estava manuseando a bomba, mas mais tarde levantou a possibilidade de ele estar apenas passando pelo local.

A família de Landskron afirmou, em um comunicado, que ele era viciado em drogas e vivia na rua. Os parentes descartam que o homem fizesse parte de algum grupo terrorista, “Pedimos apenas respeito à nossa dor e justiça para esclarecer a morte dele, que é apenas uma vítima”, disse Andrés, irmão de Sergio, na nota.

Os moradores de uma rua no bairro central Yungay ouviram um forte estrondo por volta de 1 hora e chamaram a polícia. No local, os policiais encontraram o homem, que segundo o médico legista tinha 29 anos, com queimaduras graves. Ele morreu poucos minutos depois de ser atendido no hospital.

“As feridas eram de extrema gravidade. Quando ele chegou aqui, foi avaliado, mas não havia mais o que fazer com esse paciente”, disse o diretor do Hospital de Emergência de Assistência Pública, Mario Henríquez. “Tudo parece indicar que a explosão foi muito forte, porque arrancou a mão direita dele e provocou lesões no braço, cabeça e tórax”. Silva teve 40% do corpo queimado.

Testemunhas disseram a jornalistas que estavam no local que o homem pediu ajuda após a explosão, mas a polícia impediu o auxílio até verificar se existiam outras bombas no local.

“Estamos vendo um ser humano, tragam baldes de água para apagar (o fogo)”, gritaram testemunhas ao verem Silva com o corpo coberto de chamas, mostrou um vídeo exibido por redes de TV chilenas.

Em Santiago do Chile, já houve um caso de pessoa morta ao manusear um objeto explosivo.

A explosão desta quinta ocorreu na mesma semana que a Justiça chilena decidiu manter a prisão preventiva de dois suspeitos de participação no atentado a uma galeria comercial na estação de metrô Escuela Militar, quando uma bomba explodiu deixando 14 feridos, no pior atentado desde a volta da democracia no país. O terceiro suspeito está em prisão domiciliar.

Este ano, outras 30 explosões foram registradas, no que as autoridades classificam como ação de grupos anarquistas. Os explosivos são colocados em caixas eletrônicos, igrejas e estações de metrô.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou que os bombardeios no país são “atos terroristas, mas isolados”. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela explosão de ontem. O ministro do Interior, Rodrigo Penailillo, disse que a estrutura da bomba que explodiu ontem era diferente da usada no atentado na estação de metrô.

O ministro Álvaro Elizalde, porta-voz do governo, condenou o ocorrido. “No Chile não há espaço para a colocação de bombas ou para a atividade terrorista. O governo e as instituições seguirão trabalhando de forma coordenada para o esclarecimento total desses fatos.” / AFP e REUTERS

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