Homem que teria entregue Emmanuel foi ameaçado pelas Farc

Jornal diz que Gómez deveria recuperar suposto filho de Clara Rojas de orfanato até o dia 30 de dezembro

Agências internacionais,

03 de janeiro de 2008 | 08h19

O homem que teria supostamente entregue um menino para um orfanato na Colômbia, de características semelhantes ao filho da refém Clara Rojas, e cuja libertação foi prometida pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), declarou que a guerrilha lhe deu um ultimato para recuperar a criança antes do dia 30 de dezembro de 2007. A afirmação foi publicada nesta quinta-feira, 3, pelo jornal colombiano El Tiempo, dizendo que José Gómez foi ameaçado e seria morto caso não devolvesse a criança para o grupo. Gómez foi levado para a capital da Colômbia, Bogotá, onde reiterou que não tem parentesco com o menino. Ele pediu ainda que sua família seja acolhida pelo programa de proteção para testemunhas. O homem despertou suspeitas porque, após o anúncio das Farc de que libertaria os reféns, ele passou a buscar desesperadamente o paradeiro do menino. Emmanuel tem aproximadamente 3 anos e nasceu em cativeiro, filho de Clara e um guerrilheiro. Além de Clara, seqüestrada em 2002, e Emmanuel, também seria libertada a deputada Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001. No entanto, a operação de resgate organizada pelo governo venezuelano fracassou na segunda-feira porque a guerrilha alegou que supostos movimentos militares de tropas colombianas na região inviabilizavam a ação.  Gómez afirmou que o menor foi entregue por guerrilheiros das Farc em 2005, que chegaram em lanchas e pediram para que ele tomasse conta do menino. Identificado como Juan David Gómez Tapiero, a criança foi levada para um hospital doente e apresentando alto grau de desnutrição, foi levada sob custódia por suspeita de maus tratos. O menino tem um defeito no braço - característica conhecida do filho de Clara graças a relatos de um ex-refém que esteve com ele no cativeiro. Cinco especialistas colombianos chegaram terça-feira a Caracas, onde estão os parentes dos reféns, para colher amostras de DNA de parentes de Clara. O homem assegurou ainda que teve notícias das Farc há cerca de um mês, quando os guerrilheiros voltaram para resgatar o menino e deram a ele até o dia 30 de dezembro para recuperá-lo. (Com Ruth Costas, de O Estado de S. Paulo)

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