Esteban Felix/AP
Esteban Felix/AP

Honduras: 150 são presos por choques em embaixada brasileira

Duas pessoas morreram nos confrontos em frente à sede da missão diplomática, que desde ontem abriga Zelaya

Efe,

22 de setembro de 2009 | 16h01

Cerca de 150 pessoas foram detidas em Tegucigalpa nesta terça-feira, 22,  após confrontos entre partidários do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e forças de segurança leais ao governo de Roberto Micheletti. Ao menos duas pessoas morreram nos choques em frente à embaixada brasileira, que desde ontem abriga Zelaya.

 

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Os distúrbios registrados deixaram dezenas de veículos com vidros quebrados e pneus furados. Também houve danos em residências particulares, restaurantes e outros comércios e edifícios, enquanto um veículo policial foi incendiado. Segundo informações das testemunhas locais, há um número ainda indefinido de feridos

 

O delegado de Polícia David Molina disse aos jornalistas que cerca de 100 pessoas foram detidas por "não respeitar o toque de recolher", que entrou em vigor às 16 horas da segunda-feira (19 horas de Brasília), enquanto outras 49 foram detidas por participar de distúrbios. A medida foi prorrogada até terça-feira.

 

Também permanecem na delegação diplomática brasileira alguns simpatizantes de Zelaya que participam do movimento de resistência popular que exige sua restituição no poder, desde que o líder foi deposto, em 28 de junho, além de familiares.

 

Molina disse que as pessoas detidas permanecem em um estádio de beisebol na Vila Olímpica, no extremo leste da capital hondurenha, e acrescentou que promotores dos direitos humanos, defensores dessas garantias de instituições privadas e representantes da Cruz Vermelha são testemunhas que os detidos estão sendo respeitados. "Não é verdade que estejam sendo torturados", enfatizou Molina, em resposta às denúncias de simpatizantes de Zelaya dizendo que os detidos são alvo de maus-tratos.

 

Os protestos dos simpatizantes do presidente deposto continuam em várias zonas da cidade, segundo relatórios parciais da imprensa local. Em alguns bairros próximos à zona onde se localiza a embaixada do Brasil, a Polícia dispersou outra manifestação.

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