Honduras colabora para volta à OEA, diz subsecretário dos EUA

País foi expulso da organização americana após o golpe de Estado de 28 de junho e sofreu várias sanções

Agência Estado,

02 de fevereiro de 2010 | 12h29

O subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse nesta terça-feira, 2, que o novo governo de Honduras está dando passos corretos para voltar a fazer parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) e recuperar o crédito internacional. O país sofreu várias sanções, por causa do golpe de Estado do ano passado.

 

"Vemos com satisfação que Honduras está encaminhada na direção necessária efetivamente para voltar ao seio da OEA e ter o reconhecimento dos países em nível mundial, com o restabelecimento de sua democracia", afirmou Valenzuela à imprensa, após participar em um foro sobre economia e política em Madri.

 

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Honduras foi expulsa da OEA após o golpe militar de junho de 2009, que depôs o presidente Manuel Zelaya. Os EUA e a União Europeia também romperam relações com o país centro-americano.

 

Valenzuela notou que o novo presidente, Porfirio Lobo, montou um governo de unidade nacional. Ele pediu que Lobo cumpra o acordo negociado entre Zelaya e o governo de facto, encabeçado por Roberto Micheletti. O subsecretário americano pediu uma comissão da verdade, para esclarecer os fatos e dar elementos para ocorrerem reformas em Honduras. O acordo prevê essa comissão, não com o objetivo de punir os responsáveis, mas sim para determinar mudanças institucionais necessárias para evitar novos golpes.

 

Lobo assumiu em 27 de janeiro, após vencer eleições realizadas no fim do ano passado. Boa parte da comunidade latino-americana e europeia ainda não reconhece o resultado dessas eleições, que já estavam marcadas antes do golpe, mas ocorreram sob o governo de Micheletti. O Brasil, por exemplo, não reconheceu essas eleições.

 

Apesar disso, Valenzuela disse que os EUA sempre interpretaram as eleições como parte da solução, e nunca do problema. Valenzuela lembrou que as eleições haviam sido convocadas antes do golpe, portanto não foram uma atitude posterior para legitimá-lo. As informações são da Associated Press.

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