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Honduras está à beira da guerra civil, afirma candidato

Representante de Micheletti acusa o líder deposto, Manuel Zelaya, de ameaçá-lo de morte

Agência Estado e Associated Press,

16 de setembro de 2009 | 14h35

O candidato presidencial do partido que encabeça o governo de facto, Elvin Santos, denunciou nesta quarta-feira, 16, o líder deposto Manuel Zelaya por ameaçá-lo de morte. Ainda segundo Santos, Zelaya pôs Honduras à beira de uma guerra civil, ao tentar retornar ao poder.

 

"Não tenho uma varinha mágica para fazer com que Zelaya regresse ao país, mas posso trabalhar em busca de uma saída para a crise de Honduras", afirmou o candidato do Partido Liberal. "Faço responsável por minha vida o senhor Zelaya, que nos ameaçou (de morte)."

 

Zelaya era membro do Partido Liberal, mas teve divergências com a sigla ao longo de seu mandato. "O presidente deposto ataca seu partido e quer destruí-lo, com a impunidade dada pela comunidade internacional, que o protege", afirmou Santos, em entrevista à rádio HRN.

 

Os militares hondurenhos derrubaram Zelaya em 28 de junho e o enviaram para um exílio na Costa Rica, por tentar convocar uma Assembleia Constituinte. O Congresso o substituiu pelo também liberal Roberto Micheletti, presidente da Casa.

 

"É necessário falar a verdade: Zelaya divide e polariza a sociedade e, ao falar com um duplo discurso, engana o povo", afirmou Santos. "Honduras não pode estar à beira de uma guerra civil, e isso precisa entender a comunidade internacional, que não conhece o que ocorre em nossa nação."

 

Washington suspendeu, na semana passada, sua ajuda não humanitária a Honduras e revogou vistos de autoridades e empresários ligados ao governo. Os EUA também ameaçaram aumentar a pressão sobre o regime, caso Micheletti não concorde com uma rápida saída democrática.

 

O Conselho de Direitos Humanos da ONU proibiu, na terça-feira, 15 a participação do representante do governo de facto hondurenho, Delmer Urbizo, em uma reunião em Genebra, após protestos de países latino-americanos, entre eles o Brasil. Santos elogiou o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, por convocar nesta quarta-feira, 16, os candidatos presidenciais hondurenhos para um diálogo em torno do conflito. Arias tenta mediar a crise hondurenha.

 

O candidato do opositor Partido Nacional, Porfirio Lobo Sosa, disse que participará do encontro. Segundo Lobo Sosa, as eleições gerais marcadas para 29 de novembro "são a saída para a crise". "Não encontramos outra solução mais conveniente para o povo, que legitimará nas urnas o novo governo", disse. Alguns países, porém, já disseram que não reconhecerão o presidente a ser eleito nessas condições.

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