Honduras está 'falida', diz novo ministro de Finanças

Micheletti deixou apenas US$ 50 milhões nos cofres do governo ao abandonar a presidência

Associated Press e Agência Estado,

29 de janeiro de 2010 | 09h33

O novo governo de Honduras começou a funcionar na quinta-feira, 28, e afirmou que a nação está "falida" e precisará de assistência financeira internacional para se recuperar de meses de isolamento diplomático, após o golpe de junho passado.

 

O primeiro dia do novo governo também foi marcado por incursões policiais logo no início do dia, que resultaram em 41 prisões e várias armas apreendidas, na capital.

 

O presidente Porfirio Lobo assumiu junto com seu gabinete, que inclui William Chong, o novo ministro das Finanças. Chong afirmou que o presidente de facto, Roberto Micheletti, deixou apenas US$ 50 milhões nos cofres do governo.

 

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Chong disse que o país, antes já considerado pobre, está agora falido, após meses de isolamento e cortes na ajuda internacional, por causa do golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho. Zelaya foi expulso do país, mas voltou e desde 21 de setembro estava abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Na quarta-feira, deixou o país no âmbito de um acordo firmado por Lobo e pelo presidente dominicano, Leonel Fernández. Zelaya seguiu para a República Dominicana no avião de Fernández.

 

Chong disse que a administração Lobo terá que se aproximar de entidades internacionais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), para obter empréstimos.

 

Prisões

 

Em Tegucigalpa, a polícia realizou 23 buscas, que levaram a várias apreensões, inclusive de um lançador de granadas. Não estava claro se entre os detidos havia também partidários de Zelaya.

 

Lobo venceu as eleições presidenciais de novembro, que estavam marcadas antes do golpe, mas foram realizadas sob o governo de Micheletti.

 

O secretário-assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse que era importante para Honduras criar uma comissão da verdade, para investigar os eventos que levaram ao golpe. Segundo Valenzuela, Lobo tomou passos positivos, como convidar adversários da corrida eleitoral para o governo, mas faltaria "o passo final, que é a comissão da verdade".

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