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Honduras: mediador quer volta de Zelaya ao poder até janeiro

Oscar Arias apresenta às duas partes uma proposta de sete pontos concretos para resolver a crise no país

EFE,

18 de julho de 2009 | 17h41

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, mediador no conflito político de Honduras, apresentou neste sábado, 18, às duas partes uma proposta de sete pontos concretos para resolver a crise, que inclui a restituição de Manuel Zelaya como presidente até janeiro.

 

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Outra recomendação do presidente e Prêmio Nobel da Paz 1987 é "a formação de um Governo de unidade e reconciliação nacional composto por representantes dos principais partidos políticos".

 

O terceiro ponto da proposta apresentada às comissões enviadas a San José por Zelaya e por Roberto Micheletti, presidente hondurenho em exercício desde o golpe de Estado de 28 de junho, é aplicar uma "anistia geral para todos os crimes políticos".

 

A "renúncia expressa" do líder deposto a instalar uma quarta urna nas eleições de novembro próximo, assim como qualquer consulta popular não autorizada pela Constituição, é outro dos pontos.

 

Arias também propôs a antecipação das eleições hondurenhas de 29 de novembro para o último domingo de outubro, assim como a abertura da campanha eleitoral um mês mais cedo.

 

A mudança do comando das Forças Armadas hondurenhas do Poder Executivo para o Supremo Tribunal Eleitoral um mês antes das eleições, "para garantir a transparência e a normalidade", é o sexto ponto exposto pelo mediador.

 

A última ideia de Arias é a confirmação de uma comissão de verificação composta por hondurenhos notáveis e membros de organismos internacionais, que vigie o cumprimento dos acordos e supervisione o correto retorno à ordem constitucional no país.

 

Segundo o mediador, se os pontos forem aprovados pelas partes e cumpridos em curto prazo, a Costa Rica "se compromete a empregar todas as vias diplomáticas para tramitar o retorno imediato de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA) e o levantamento das sanções impostas por outros Governos e organismos".

 

Arias destacou que esta é uma oportunidade histórica para Honduras se transformar no primeiro país do mundo a reverter um golpe de Estado por vontade das próprias partes envolvidas.

 

Nas próximas horas se espera que as delegações de Zelaya e Micheletti discutam sobre essa base para chegar a um acordo que ponha fim à crise política do país.

 

O processo de mediação conduzido por Arias começou em 9 de julho, mas foi alvo de críticas de líderes da esquerda latino-americana como os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Nicarágua, Daniel Ortega.

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